Mais sanções e isolamento: a prenda para os 70 anos de Putin - Plataforma Media

Mais sanções e isolamento: a prenda para os 70 anos de Putin

O presidente russo, Vladimir Putin, faz 70 anos esta sexta-feira, mas não tem muitas razões para festejar, por causa dos contínuos recuos das forças de Moscovo na Ucrânia e o aumento das críticas contra a chefia militar. Na véspera do aniversário, o presente da União Europeia (UE) foram novas sanções e o primeiro encontro da Comunidade Política Europeia, que reuniu os líderes dos 27 Estados-membros aos de outros 17 países da Europa. A iniciativa do francês Emmanuel Macron só deixou de fora Putin e o seu principal aliado, o bielorrusso Alexander Lukashenko.

Mais do que comunicados conjuntos e uma vez que não havia uma agenda oficial, o importante era a foto de família do encontro dos líderes de 43 países europeus em Praga – a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, esteve ausente devido à crise política no seu país, que a levou a convocar eleições antecipadas. À entrada para o evento na República Checa, Macron disse que o projeto – que propôs em maio durante a presidência francesa da UE – tinha como objetivo enviar uma mensagem de “unidade” e de “intimidade estratégica”. Isto apesar de várias divisões no continente.

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“Este encontro é uma forma de olhar para uma nova ordem sem a Rússia”, disse o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, indicando que Putin “não tem um lugar” mas isso não significa que Moscovo esteja excluído para sempre do grupo. A ideia é haver encontros a cada seis meses, devendo o próximo ocorrer na Moldávia e o outro em Espanha.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez uma intervenção por videoconferência, destacando precisamente a ausência da Rússia – “um estado que geograficamente parece pertencer à Europa, mas em temos dos seus valores e comportamentos, é o Estado mais antieuropeu do mundo”. Zelensky disse ainda que a Ucrânia tem que continuar a lutar contra a invasão “para que os tanques russos não avancem sobre Varsóvia ou de novo sobre Praga”, pedindo mais armas para o seu exército e que sejam aplicadas mais sanções “para castigar o agressor”.

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