Nove países ex-comunistas apoiam adesão da Ucrânia à NATO - Plataforma Media

Nove países ex-comunistas apoiam adesão da Ucrânia à NATO

Os presidentes de nove países da Europa central e de leste demonstraram o seu apoio à Ucrânia, ao defenderem a sua adesão à Aliança Atlântica, ao instarem os restantes aliados a “aumentar substancialmente a ajuda militar” ao país invadido e ao rejeitarem a tentativa russa de anexar território. No terreno, aos avanços do Exército ucraniano no leste juntou-se outro, na região de Kherson. Enquanto isso, o Papa Francisco rogou a Vladimir Putin para parar a guerra e a Volodymyr Zelensky para estar recetivo a uma proposta de paz.

Os chefes de Estado de nove países pertencentes à NATO – Eslováquia, Estónia, Letónia, Lituânia, Macedónia do Norte, Montenegro, Polónia, República Checa e Roménia – declararam que não podiam “ficar calados perante a flagrante violação do Direito Internacional pela Federação Russa”, tendo por isso assinado um texto em que começaram por reiterar o apoio à soberania e integridade territorial ucraniana e apoiaram a pretensão manifestada na sexta-feira pelo presidente ucraniano de o seu país aceder à aliança que, neste momento, tem 30 estados-membros. “Não reconhecemos e nunca reconheceremos as tentativas russas de anexar qualquer território ucraniano. Apoiamos firmemente a decisão da Cimeira da NATO em Bucareste, em 2008, relativa à futura adesão da Ucrânia.”

Leia ainda: NATO promete à Rússia resposta “firme e unida” em caso de ataque a infraestruturas

Naquela cimeira, os membros da NATO saudaram as aspirações da Ucrânia e da Geórgia, mas não ofereceram um calendário claro para a adesão dos dois países. Na sexta-feira, o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, preferiu sublinhar a importância do continuado apoio à Ucrânia do que comentar a iniciativa de Zelensky em pedir uma adesão urgente do seu país à NATO. Os chefes da diplomacia dos Estados Unidos e do Canadá expressaram apoio à pretensão de Kiev, mas pelas vias normais, tal como a Suécia e Finlândia (aguardam a ratificação pelos parlamentos da Hungria e da Turquia).

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