Presidente da Fed afasta recessão nos EUA mas previsões serão divulgadas na quinta-feira - Plataforma Media

Presidente da Fed afasta recessão nos EUA mas previsões serão divulgadas na quinta-feira

O presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed) considerou ontem que a economia dos EUA não está em recessão, ainda que tenha alertado que não viu as previsões sobre o PIB do país, que serão divulgadas na quinta-feira

“Não creio que seja provável que a economia dos EUA esteja em recessão neste momento”, afirmou Jerome Powell, citado pela agência noticiosa Efe, durante a sua conferência de imprensa para explicar o aumento de 0,75 pontos na taxa de juro oficial, hoje anunciada pela Fed.

Para Powell, a robustez do mercado de trabalho dos EUA – que teve uma taxa de desemprego de 3,6% durante quatro meses – será suficiente para convencer o público de que o país não está em recessão.

O presidente do banco central da maior economia do mundo acrescentou que não acredita que o PIB seja um indicador fiável para ditar se um país se encontra ou não em recessão, mas apontou que não cabe à Fed determinar tal.

A posição de Powell coincide com a do Presidente norte-americano, Joe Biden, que na segunda-feira disse à comunicação social acreditar que não haverá uma recessão na economia dos EUA.

Para o chefe de Estado norte-americano, os bons números do emprego poderão contribuir para uma reversão do crescimento registado no primeiro trimestre do ano, quando contraiu 1,4% em valores anualizados.

O crescimento do produto interno bruto (PIB) dos EUA no segundo trimestre será divulgado na quinta-feira.

Em abril, o Departamento do Comércio estimou que a economia norte-americana contraiu 1,4% no primeiro trimestre, contra previsões de um crescimento de 1,1%.

É considerado que o um país está em recessão após dois trimestres consecutivos de crescimento negativo.

A Fed decidiu hoje aumentar as taxas de juro em 75 pontos, a quarta subida este ano, elevando as taxas de referência para entre entre 2,25% e 2,50%, o valor mais alto desde 2018.

“Os últimos indicadores de gastos e produção desaceleraram. No entanto, a criação de empregos permaneceu robusta nos últimos meses e a taxa de desemprego é baixa”, assinalou, em comunicado, a Fed, após a reunião do comité da política monetária.

A subida está em linha com o que tinha sido perspetivado pelos analistas.

Em março verificou-se um aumento de 25 pontos base, passando para uma subida de 50 pontos base em maio e 75 em junho.

No mesmo documento, a reserva federal sublinhou que a guerra na Ucrânia está a provocar “enormes dificuldades”, tanto ao nível humano como económico, criando uma “pressão adicional” sobre a inflação.

Este artigo está disponível em: English

Related posts
Mundo

EUA realizam operações contra líderes do Estado Islâmico na Síria

MundoPolítica

Presidente dos EUA avisa que ameaça nuclear russa coloca mundo em risco de "apocalipse"

Política

Trump pede ao Supremo Tribunal que se pronuncie sobre documentos apreendidos

MundoPolítica

Coreia do Sul e EUA disparam mísseis no Mar do Japão após teste norte-coreano

Assine nossa Newsletter