Macron e Le Pen no assalto final - Plataforma Media

Macron e Le Pen no assalto final

Nas últimas horas Emmanuel Macron recebeu o apoio de Alexei Navalny (opositor russo preso pelo regime de Putin), de António Costa, Pedro Sánchez e Olaf Scholz (chefes de governo português, espanhol e alemão), mais uma vez de Yannick Jadot (candidato dos Verdes, obteve 4,6%) e de Lula da Silva (candidato às eleições presidenciais no Brasil), mas é entre os indecisos e sobretudo no campo dos eleitores de Jean-Luc Mélenchon que o presidente francês luta, tal como a adversária Marine Le Pen, para chegar em primeiro uma vez contados os votos no domingo.

Tal como no debate da véspera ficaram à vista as diferenças entre forma e conteúdo de ambos os candidatos, na quinta-feira a líder da União Nacional escolheu terreno seguro, ao deslocar-se a Arras, no departamento do norte de Pas-de-Calais, pelo qual foi eleita deputada. Já o fundador do República em Marcha deslocou-se a Saint-Denis, subúrbios de Paris, onde se registou a maior taxa de abstenção na primeira volta e onde Mélenchon foi o vencedor, com 49%. Mas a avaliar pela multidão que o acolheu o risco compensou.

No departamento mais pobre da França continental, Macron dedicou o dia ao programa Quartier 2030, para combater os problemas dos bairros populares, a começar pela qualidade da habitação. “O que pudemos fazer para os Jogos Olímpicos [em termos de renovação urbana], porque não o podemos fazer nos nossos bairros populares?”, perguntou.

Numa clara tentativa de cortejo dos eleitores à sua esquerda, o candidato presidencial disse querer passar uma “mensagem de consideração e ambição” para com os habitantes dos bairros menos favorecidos e fez um apelo à unidade social e à rejeição do comunitarismo, ao dizer que “nenhum problema se resolve ao separar a sociedade”. “Todos os habitantes são uma oportunidade para a nossa República. Tem havido muita estigmatização destes habitantes ao dividir-se a nossa sociedade. A nossa discussão [com Marine Le Pen] mostrou isto”, afirmou.

Macron acusou a candidata de extrema-direita de “confundir todas as questões” ao misturar “terrorismo, insegurança, imigração, islão e islamismo permanentemente”, por exemplo. Em contrapartida, disse ter “um projeto de clareza”. Ao lado do presidente da câmara socialista, Mathieu Hanotin, simbolizando o campo republicano contra o extremismo nacionalista de Le Pen, disse: “Não nos devemos habituar ao surgimento de ideias de extrema-direita. Existem diferenças de valores e de ordem nas categorias de ideias”, cujas consequências, caso a adversária vencesse levariam, segundo Macron, a uma saída da Europa, ou à proibição do uso do véu em espaços públicos, algo que no debate disse que “levaria a uma guerra civil”.

Leia mais em Diário de Notícias

Related posts
AngolaPolítica

UNITA diz que Tribunal Constitucional aceitou providência cautelar

AngolaSociedade

“Caçadores de óbito”, os truques para matar a fome em Luanda à custa dos funerais

Política

Ecologia entra na campanha das presidenciais francesas

Política

Zelensky convida Macron a visitar Ucrânia para constatar "genocídio"

Política

Vitória de Le Pen seria desastrosa para UE e agradaria a Putin

MundoPolítica

Macron venceu a primeira volta das eleições presidenciais

Assine nossa Newsletter