“João Lourenço vai encontrar uma Cabinda diferente da de 2017” -

“João Lourenço vai encontrar uma Cabinda diferente da de 2017”

No dia em que o Presidente da República, João Lourenço, inicia uma visita de três dias a Cabinda, o governador Marcos Nhunga fala de uma província com uma saúde melhorada, com o problema da água e energia a ser resolvido e um aumento exponencial de salas de aula e de outros sectores que alegram os cidadãos dessa parcela do território. À entrevista.

O Presidente da República João Lourenço chega hoje a Cabinda. Que província é que vai encontrar?

O Senhor Presidente vai encontrar uma província diferente de 2017, com a sua população muito mais alegre, muito limpa e melhor saneada e com muita iluminação em todas as sedes dos municí-pios. Uma província com uma saúde melhorada, uma província que tem o problema da água a ser resolvido, com a educação a ter o registo de um aumento exponencial de salas de aula, enfim, uma província que alegra os cidadãos angolanos que habitam nessa parcela do território nacional, não obstante ainda existir muitos problemas por se resolver.

Que ganhos há a assinalar no sector social, nos últimos tempos?

Devo enfatizar aqui o sector da Educação, que conta com dezanove projectos ao nível da nossa província, e vão desde a construção de escolas primárias, escolas do se-gundo ciclo, com 12, 13 e 14 salas de aula, num total de 19 novas infra-estruturas, a nível de todos os municípios da província de Cabinda. Obviamente que isto vai diminuir consideravelmente o número de alunos fora do sistema do ensino. Nós estamos a fazer isso ao nível da província de Cabinda, no âmbito do PIIM. Outros projectos estão em execução para ver se conseguimos aumentar mais 112 salas de aula ao nível de toda a província, que é um número considerável durante os quatro ou cinco anos deste mandato prestes a terminar.

Sobre a Saúde, nós temos 37 projectos. Trata-se, na verdade, de um sector que do nosso ponto de vista mais cresceu a nível da nossa provincia, com realce para  a construção de centros de saúde, Hospital Geral de Cabinda, o Hospital Provincial, que foi remodelado e equipado com aparelho de TAC e Rio X, que era um problema que afectava muito a população de Cabinda, que  tinha que se deslocar para outras províncias, principalmente para Luanda ou aqui nas vizinhas Repúblicas Democrática do Congo ou Congo Brazzaville. 

Está a dizer, em definitivo, que há efectivamente uma reversão da situação…

Claramene que essas situações estão agora sanadas, vamos agora inverter as coisas porque exactamente elas virão para Cabinda porque à nível da região não existe um hospital de referência como o que nós vamos agora inaugurar na nossa provincia, o que deixa a nossa população muito satisfeita. Obviamente que ainda no sector da Saúde é preciso dizer que nós temos um projecto que temos estado a chamar de tampão, que consiste em criar centros de saúde a nível de todos os bairros da cidade de Cabinda e a nível de todos os municípios, assim como também estamos a reabilitar e ampliar o Hospital Municipal do Belize, o Hospital Regional Alzira da Fonseca, a construção do Hospital de Cacongo, tudo isto para permitir que se façam os cuidados primários a nível dos bairros. A população não precisa, para uma mínima análise ou dores de cabeça,  se descolar ao Hospital Provincial ou Geral. Esse é um trabalho que está em curso e a construção destas infra-estruturas. Vão ser inauguradas agora, com a chegada do Presidente da República, o Hospital Geral de Cabinda, para além das valências que já tem, além de Hospital Provincial e outros hospitais que temos, como 28 de Agosto e  o da Santa Catarina. É importante realçar que nós vamos ter também um hospital de especialidade a nível do bairro Gika e com isso dizer que o sector da Saúde, no meu entender, é o que mais beneficiou durante estes cinco anos de trabalho que temos vindo a desenvolver ao nível da província de Cabinda.

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