Exército israelita realiza ofensiva com nova operação em Jenin

Exército israelita realiza ofensiva com nova operação em Jenin

O exército israelita realizou, este domingo, uma nova operação na região de Jenin, na Cisjordânia, bastião de fações armadas palestinas de onde procedem os autores dos recentes atentados mortais em Tel Aviv, que colocou o Estado judeu “na ofensiva”, de acordo com o primeiro-ministro, Naftali Bennett

Exército israelita realiza ofensiva. Em um contexto de muita tensão, o campo de refugiados de Jenin, bastião de facções palestinas armadas, se preparava para novos confrontos e foi colocado em “estado de alerta”, segundo o porta-voz desses grupos, Abu Muadh, que pediu aos combatentes locais uma “mobilização geral” para “enfrentar uma incursão” das forças israelenses.

No sábado (9), o exército israelense e a polícia fronteiriça fizeram uma incursão no campo de refugiados de Jenin, limítrofe com a cidade de mesmo nome, provocando um intenso tiroteio no qual morreu um palestino de 25 anos, membro da Jihad Islâmica, principal movimento islamista armado palestino depois do Hamas. 

Na última hora do dia, Israel anunciou medidas para reforçar o controle da região de Jenin, como o fechamento das passagens israelenses para a cidade, a restrição de entrada e de saída e o “aumento” dos controles de segurança. 

“O Estado de Israel partiu para a ofensiva (…) e fará todo o necessário para acabar com o terrorismo. Vamos acertar as contas com todos aqueles que estão direta ou indiretamente ligados aos ataques” que o país sofre desde 22 de março, declarou Bennett, no início da reunião semanal do Conselho de Ministros.

O governo israelense aprovou um investimento de 360 milhões de shekels (mais de 110 milhões de dólares) para estender em 40 quilômetros a cerca de segurança que separa Israel de uma parte dos Territórios Palestinos e que foi erguida durante a Segunda Intifada, revolta palestina no início dos anos 2000.

Há 20 anos, Jenin foi cenário de uma grande ofensiva israelense em plena segunda intifada palestina e após sangrentos atentados contra Israel. Ao menos, 53 palestinos, a maioria deles civis, e 23 soldados israelenses morreram após 10 de dias de combates. 

Leia mais sobre o assunto em: Pelo menos dois mortos em ataque de palestiniano em Telavive

“Um dia difícil”

Em outra parte da Cisjordânia, perto de Belém, uma mulher palestina que caminhava de forma “suspeita” em direção aos soldados israelenses foi baleada e morta, informou o Ministério da Saúde palestino.

Se trata de Ghada Sabatine, uma viúva de 40 anos e mãe de seis filhos, segundo a agência de notícias palestina Wafa.

Em Hebron, no sul da Cisjordânia, território palestino ocupado desde 1967 por Israel, outra palestina esfaqueou um policial de fronteira israelense no domingo e foi abatida, segundo a polícia de Israel.

A atacante “chegou a um dos pontos de controle da polícia fronteiriça e atacou um agente que estava no local. O agente teve ferimentos leves”, informou a polícia em um comunicado.

Na noite de domingo, um palestino foi morto a tiros perto de Belém, disse o Ministério da Saúde palestino, que o identificou como Mohamed Ghnaim.

Desde 22 de março, Israel foi atingido por quatro ataques, os dois primeiros perpetrados por árabes israelenses vinculados à organização jihadista Estado Islâmico (EI) e os dois últimos por palestinos originários da região de Jenin.

Esses ataques deixaram um total de 14 mortos em Israel. Segundo uma contagem da AFP, dez palestinos, entre eles os agressores, foram mortos nos enfrentamentos de 22 de março.

O último ataque, na quinta-feira (7), em pleno coração de Tel Aviv, deixou três mortos e dez feridos, muitos deles ainda hospitalizados. 

Milhares de israelenses participaram neste domingo dos funerais dos três homens na cidade de Kfar Saba (centro) e no kibutz Ginosar (norte).

“É um dia difícil”, disse Bennett, que reiterou no domingo que deu carta branca às forças armadas em sua “guerra ao terrorismo”.

Neste domingo à noite, foram registradas manifestações em diferentes setores da Cisjordânia em apoio à população de Jenin.

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