México é o 5º país do mundo com mais armas de fogo sem registro

México é o 5º país do mundo com mais armas de fogo sem registro

O México é o “quinto país do mundo com mais armas de fogo sem registrar”, afirmou nesta quarta-feira (6) o consultor jurídico da Secretaria de Relações Exteriores mexicana durante o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA)

Segundo a pesquisa Small Arms Survey, “existem mais de 13 milhões de armas sem registro em circulação no nosso país, apesar de as leis mexicanas de posse de armas serem rígidas e de só existir uma agência administrada pelo Ministério da Defesa […] para que os civis possam solicitar permissão e comprar armas de fogo”, afirmou Alejandro Celorio Alcántara, durante sua intervenção.

O governo calcula que “a cada ano são traficadas mais de meio milhão de armas de fogo dos Estados Unidos para o nosso país”, acrescentou o especialista, por ocasião do Dia Interamericano de Combate à Fabricação e ao Tráfico Ilícito de Armas de Fogo.

De acordo com os números oficiais, entre 70% e 90% das armas encontradas em cenas de crimes no México e rastreadas “têm sua origem” nos Estados Unidos, o que, segundo Celorio, é um problema não só pela quantidade, mas por suas características, já que muitas foram desenvolvidas para uso militar.

Isso oferece às organizações criminosas um poder de fogo significativo, cujas consequências são “chacinas que deixam dezenas de mortos em poucos minutos”.

Celorio disse que o governo tem trabalhado com os Estados Unidos para combater e prevenir o tráfico ilícito de armas provenientes do território americano, com sucesso a nível alfandegário na fronteira e na perseguição de criminosos, mas com pendências em outro componente: as empresas que fabricam e distribuem essas armas.

Em agosto de 2021, o México apresentou uma ação civil por danos contra essas empresas por estimar que “suas atividades negligentes e ilícitas facilitam o tráfico de seu produto, gerando como consequência esta espiral de violência”, explicou Celorio, ao enfatizar que a ação não é contra o governo dos Estados Unidos, os cidadãos americanos, nem seu sistema jurídico.

Contudo, “os governos têm a oportunidade de incentivar o setor privado a se comportar com a devida diligência, com o devido cuidado, para evitar que seus produtos causem danos e que, no caso das armas, especialmente as desenvolvidas para uso militar, caiam nas mãos de criminosos”, acrescentou.

O representante dos Estados Unidos na OEA, Bradley Freden, disse que seu país “reconhece sua responsabilidade para cumprir com sua parte na prevenção da exportação ilegal de armas de fogo para nossos vizinhos, e se compromete a trabalhar com o México, o Caribe, a América Central e outros países da região para interromper o movimento ilegal de armas de fogo através das fronteiras”.

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