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Tecnologia agrícola transforma a Primavera da China

A Primavera chegou e com ela a agricultura por todo o país. Para aumentar os níveis de produção, várias regiões têm usado a tecnologia para alocar e dividir recursos. A base de produção de arroz ‘inteligente’ na cidade de Wuhu, em Anhui, usa uma aplicação móvel para analisar a humidade e a fertilidade do solo. A cidade de Jiamusi, em Heilongjiang, também tem investido em equipamentos de linhas de produção.

Jiangnan

Através das tecnologias 5G, inteligência artificial ou grandes bases de dados, entre outras novas ferramentas digitais, a agricultura inteligente está a transformar-se num grande auxílio para os novos agricultores chineses.

O representante de uma cooperativa de produção de vegetais e frutas, na base de demonstração do método de produção inteligente de arroz em Wuhu, Anhui (que está no sul da província de Jiangnan) afirma que os campos da planta estão equipados com sensores IoT (Internet of Things) e pequenas estações meteorológicas. Wang Jun revela que
esta tecnológica permite aos agricultores avaliarem, com precisão, a quantidade necessária de fertilizante sem visitarem o local pessoalmente.

Através da digitalização e mecanização da agricultura, o custo da produção de arroz por cada mu (cerca de 600 m2) foi reduzida em pelo menos 50 yuan. A digitalização da agricultura acelerou a implementação de uma cadeia de produção, fornecimento e marketing para um novo impulso da revitalização rural. Chen Yong, gerente desta base, refere que a Primavera é uma altura crucial para o cultivo de ameixas. O sistema poderá oferecer avisos antecipados automáticos para doenças e pestes através de análise de dados, protegendo assim a qualidade destes frutos.

A base assinou um contrato com uma empresa líder na agroindústria, sendo que em maio (altura em que a fruta está pronta para ser apanhada) as ameixas podem ser entregues diretamente ao centro inteligente, onde serão processadas e convertidas numa variedade de produtos vendidos por todo o país.

Nordeste do País

Além do Sul do país, a região Norte também está a fazer uso da tecnologia para promover a agricultura. Heilongjiang, uma das três províncias no nordeste chinês, tem sido apelidada de “Grande Celeiro da China”. A produção total de cereais de Heilongjiang foi de 157.354 mil milhões de quilogramas, representando 11,5 por cento da produção total
nacional, de acordo com dados fornecidos pelo Departamento Nacional de Estatísticas no final de 2021. Este foi também o 11º ano consecutivo em que Heilongjiang ficou em primeiro lugar em termos de produção de cereais.

Para promover o desenvolvimento da agricultura, a província tem aumentado o seu investimento em tecnologias relevantes. Ao longo dos últimos anos, o sistema de navegação em satélite BeiDou tem sido utilizado na produção agrícola, assumindo um papel altamente importante na agricultura automatizada, planeamento de terrenos e fertilização de solo.

Em março, foi reportado que 100 mil unidades de equipamentos agrícolas BeiDou, para um projeto de condução automática, tinham iniciado produção em Jiamusi, Heilongjiang.

Este sistema foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Inovação e Criação de Máquinas Agrícolas, em cooperação com o Centro de Serviços Agrícolas Integrados de Jiamusi Beidahuang, e é o primeiro equipamento agrícola de linha de produção deste centro. O sistema de condução automática, estações base, partes e componentes, são todos produzidos nacionalmente para garantir a máxima segurança de dados e controlo autónomo. O sistema adapta-se ao clima local e método de cultivo, pode ser utilizado com
máquinas de semear, de colheita, tratores de elevada potência, entre outros, e oferece assim à cidade de Jiamusi a possibilidade de se focar na criação de um centro industrial de equipamentos agrícolas.

Xinhua/editado

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