Organização de direitos humanos denuncia “onda de raptos em Bissau”

Organização de direitos humanos denuncia “onda de raptos em Bissau”

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) denunciou ontem estar em curso uma “onda de raptos em Bissau” e exigiu ao Ministério do Interior a “cessação imediata das detenções arbitrárias”

“Está em curso onda de raptos em Bissau”, refere, em comunicado divulgado na rede social Facebook, a organização não-governamental de defesa dos direitos humanos.

A LGDH denuncia que dois cidadãos “foram vítimas de rapto ao início da noite de hoje por um grupo de homens armados” e que estão detidos na segunda esquadra, em Bissau.

“A detenção fora de flagrante delito só deve ocorrer mediante mandado de detenção, pelo que, a LGDH exige do Ministério Público, quem coordena a comissão de investigações ao motim de 1 de fevereiro, a observância escrupulosa do princípio da legalidade e a transferência do inquérito policial para a Polícia Judiciária”, pode ler-se no comunicado.

A organização não-governamental de defesa dos direitos humanos exige também ao Ministério do Interior que cesse imediatamente a “prática de atos ilegais restritivos de direitos e liberdades e garantias dos cidadãos”.

Homens armados atacaram na terça-feira o Palácio do Governo da Guiné-Bissau, onde decorria um Conselho de Ministros, com a presença do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e do primeiro-ministro, Nuno Nabiam.

Leia também: Queriam matar o chefe de Estado, o primeiro-ministro e os ministros

O Presidente considerou tratar-se de uma tentativa de golpe de Estado que poderá também estar ligada a “gente relacionada com o tráfico de droga”.

O porta-voz do Governo adiantou no sábado, em conferência de imprensa, que o ataque foi feito por militares, paramilitares e que estarão envolvidos elementos dos rebeldes de Casamança, bem como “personalidades”.

O Estado-Maior General das Forças Armadas guineense iniciou, entretanto, uma operação para recolha de mais indícios sobre o ataque, que foi condenado pela comunidade internacional.

Na sequência dos acontecimentos, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) anunciou o envio de uma força de apoio à estabilização do país.

A Rádio Capital, em Bissau, foi hoje atacada por um grupo de homens armados, provocando ferimentos em cinco pessoas.

A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo, com cerca de dois terços dos 1,8 milhões de habitantes a viverem com menos de um dólar por dia, segundo a ONU.

Desde a declaração unilateral da sua independência de Portugal, em 1973, sofreu quatro golpes de Estado e várias outras tentativas que afetaram o desenvolvimento do país.

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