EUA pedem à ONU o relatório de Xinjiang antes dos JO de Pequim

EUA pedem à ONU o relatório de Xinjiang antes dos JO de Pequim

Parlamentares americanos pediram nesta terça-feira (18) à comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, que publique um relatório sobre Xinjiang, território no qual Washington acusa a China de perpetrar um genocídio contra sua minoria muçulmana uigur, antes do início dos Jogos de Inverno de Pequim.

A divulgação do relatório antes da abertura dos Jogos, em 4 de fevereiro, “reafirmaria o fato de que nenhum país está além do escrutínio ou acima da lei internacional”, disseram o senador Jeff Merkley e o deputado James McGovern, os dois principais democratas que lideram o Comitê Executivo do Congresso sobre a China.

Bachelet, ex-presidente chilena e alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, vem pedindo a Pequim “acesso significativo e desimpedido” a Xinjiang há anos, sem que essa visita seja possível até agora.

Em meados de dezembro, um porta-voz de Bachelet havia indicado que, no entanto, um relatório poderia ser publicado em “algumas semanas”.

No entanto, os defensores dos direitos humanos pedem à ONU que se mantenha firme.

Várias organizações de direitos humanos acusaram a China de ter prendido pelo menos um milhão de muçulmanos em Xinjiang.

Pequim nega o número e descreve os campos como “centros de treinamento vocacional” para apoiar o emprego e combater o extremismo religioso.

Estados Unidos, Austrália, Canadá e Reino Unido anunciaram que não enviarão representação oficial aos jogos devido ao “genocídio em andamento e crimes contra a humanidade em Xinjiang e outras violações dos direitos humanos”.

Os atletas desses países, porém, participarão das competições.

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