Fotojornalista Margarito Martínez é assassinado no México

Fotojornalista Margarito Martínez é assassinado no México

O fotojornalista mexicano Margarito Martínez foi morto a tiros esta segunda-feira em Tijuana, no noroeste do México, informaram autoridades locais, enquanto uma ONG denunciou que ele havia sido ameaçado por supostos criminosos

No estado de Veracruz, as autoridades estão investigando o assassinato de outro jornalista aposentado, José Luis Gamboa, que morreu em um hospital após ser esfaqueado vários dias antes.

Em Tijuana, a Secretaria de Segurança do estado de Baja California informou em comunicado que Margarito Martínez, 49, foi alvo de uma “agressão com arma de fogo” e foi encontrado “morto na lateral de um veículo” em um setor habitacional desta cidade fronteiriça com os Estados Unidos.

A organização civil “Yo sí soy periodista” detalhou à AFP que Martínez havia sido ameaçado em dezembro passado por pessoas que publicam um blog e que estariam vinculadas a um suposto grupo criminoso.

Martínez colaborou com meios de comunicação como o semanário Zeta, um dos mais prestigiados do México. Ele se especializou em “fotografia policial”.

Ele também colaborou com o jornal La Jornada da Baja California e com a veículos internacionais.

Na cidade de Xalapa, capital de Veracruz, a Comissão Estadual de Atenção e Proteção aos Jornalistas (CEAPP) pediu às autoridades que investiguem o ataque, ocorrido em 6 de janeiro, que levou à morte de José Luis Gamboa.

O comunicador não trabalhava mais na mídia, mas fazia análises nas redes sociais.

Em 2021, segundo uma contagem da AFP, pelo menos sete jornalistas foram assassinados no México, embora não tenha sido determinado que em todos os casos o crime estava ligado à profissão.

O México é considerado um dos países mais perigosos para o exercício do jornalismo com mais de uma centena de comunicadores assassinados desde 2000, segundo dados da Comissão de Direitos Humanos (ombudsman).

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