Bolsonaro comemora redução das multas aplicadas ao agronegócio

Bolsonaro comemora redução das multas aplicadas ao agronegócio

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, afirmou ontem que o agronegócio do país parou de ter “grandes problemas com a questão ambiental” e celebrou a redução “em mais de 80%” do número de multas aplicadas ao “campo”.

Bolsonaro feliz com a redução de multas aplicadas ao agronegócio. “Parámos de ter grandes problemas com a questão ambiental, especialmente no tocante [em relação] à multa. Tem que existir? Tem. Mas conversamos e nós reduzimos em mais de 80% as multas no campo”, disse Bolsonaro num discurso durante a abertura do Circuito de Negócios Agro de 2022, programa do Banco do Brasil que levará assessoria rural itinerante a 600 municípios em todas as regiões do Brasil.

De acordo com o chefe de Estado, a redução das multas ao agronegócio – setor que constitui uma das suas principais bases de apoio – foi um avanço para o ramo.

Bolsonaro elogiou ainda o trabalho desenvolvido pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e pelo ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que prol dessas mudanças que beneficiaram o campo.

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“Escolhemos uma excelente pessoa, que na verdade foi uma sugestão do Parlamento: a ministra Tereza Cristina. Uma pessoa simplesmente fantástica, que encarna todo o sentimento do homem do campo, bem como o ministro Salles, do Meio Ambiente”, disse Bolsonaro.

Contudo, Ricardo Salles, que ocupava o cargo ministerial desde que Bolsonaro assumiu a Presidência, em janeiro de 2019, acabou por ser exonerado em junho do ano passado, após uma gestão marcada por várias polémicas, como acusações de alegado favorecimento de madeireiros e de dificultar a fiscalização ambiental no país.

Jair Bolsomaro aproveitou ainda a cerimónia dedicada ao setor do agronegócio para comemorar a regularização de terras, a flexibilização do porte de armas dentro das propriedades rurais e a diminuição das invasões do Movimento dos Sem Terra (MST).

“Arma é sinónimo de liberdade. O homem armado jamais será escravizado”, declarou o mandatário, capitão aposentado do Exército.

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