Burnout é reconhecido como doença e casos aumentam em todo o mundo - Plataforma Media

Burnout é reconhecido como doença e casos aumentam em todo o mundo

A comunidade científica internacional classifica, finalmente, a Síndrome de Burnout como enfermidade. Comprova também que a sua origem é o estresse advindo de qualquer atividade profissional e diz que ela só pode ser tratada por especialistas.

Igualmente a outras áreas do conhecimento, também na medicina a realidade e o dia a dia enriquecem a teoria. Nos últimos anos foram tantos os casos de Síndrome de Burnout em todo o mundo, que a OMS oficializou-a como uma enfermidade crônica a ponto de incluí-la na mais recente versão do Código Internacional de Doenças (CID 11).

Burnout consta agora da bíblia da saúde, a pessoa por ela acometida tem de ser tratada por especialistas e respeitada pela sociedade em geral – em particular, nos meios profissionais. Por que? A resposta está em sua origem: a Síndrome de Burnout, que também pode ser chamada de Síndrome do Esgotamento, está intrinsecamente associada à rotina de trabalho. Ela se faz sinalizar pelo sentimento de grande estresse físico e mental, queda brusca na qualidade do serviço executado e, mais importante, pelo fenômeno psiquiátrico da despersonalização — quando o indivíduo cumpre as suas tarefas de forma robotizada e demonstra embotamento afetivo em relação ao grupo no qual vive.

“O trabalhador com Burnout gasta todo o seu estoque de energia biopsíquica e depois fica exaurido”, diz Fábio Scaramboni Cantinelli, chefe de Psiquiatria do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. “O paciente demora muito para restituir a energia que despendeu”.

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