Presidente timorense ouve partidos antes de anunciar presidenciais

Presidente timorense ouve partidos antes de anunciar presidenciais

O Presidente da República timorense, Francisco Guterres Lú-Olo, inicia quinta-feira uma ronda de contatos com os partidos políticos, antes de anunciar a data das eleições presidenciais, previstas para março

Presidente reúne com partidos antes de anunciar presidenciais. Em comunicado, a Presidência explica que a lei determina que o chefe de Estado deve ouvir os partidos políticos com assento parlamentar bem como o Governo e as autoridades eleitorais, decretando depois a data da votação.

O calendário de encontros prevê para quinta-feira reuniões com o Partido Democrático (PD), com o Partido Libertação Popular (PLP), com a Frente Mudança (FM) e com a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin).

Na sexta-feira estão previstas reuniões com o Partido de Unidade Desenvolvimento Democrático (PUDD), com o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), com o Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO) e com a União Democrática Timorense (UDT).

“Antes das reuniões o Presidente ouviu o Governo, através do primeiro-ministro Taur Matan Ruak e do ministro de Administração Estatal, Miguel Carvalho, bem como os responsáveis da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE).

A Presidência sublinha que as eleições deste ano terão um número significativamente maior de centros de votação, que passam de 885 nas últimas legislativas (2018) para 1.200, com o número de estações de votação a passar de 1.260 para 1.500.

O chefe de Estado antecipa que o maior número de locais de voto permitirá responder ao aumento do número de eleitores com mais de 17 anos, o que poderá levar a “níveis mais elevados de participação” no voto.

Ao mesmo tempo, mais locais de votação permite reduzir a concentração de eleitores em cada local e assim adotar algumas medidas preventivas no quadro da pandemia da covid-19, refere o comunicado.

Antecipa-se que a primeira volta das Presidenciais decorra durante o mês de março e a eventual segunda volta no mês de abril, com a tomada de posse do chefe de Estado a ocorrer a 20 de maio, data em que se cumprem 20 anos da restauração da independência de Timor-Leste.

As eleições deverão contar com um leque amplo de candidatos, alguns dos quais já anunciaram a sua intenção de concorrer.

Entre eles contam-se o ex-padre Martinho Gusmão, a ex-embaixadora Milena Pires e o atual presidente do Conselho de Imprensa, Virgílio Guterres.

Antecipa-se um renovado confronto entre o candidato apoiado pelo Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), de Xanana Gusmão, e o nome apoiado pela Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), de Mari Alkatiri.

Leia também: Língua portuguesa teve papel importante na união dos timorenses

Xanana Gusmão volta a assumir um papel decisivo, com a sua escolha para candidato presidencial a ser uma das grandes incógnitas, ainda que o nome do ex-presidente José Ramos-Horta continue a ser apontado como um dos mais prováveis.

A recandidatura do atual chefe de Estado, Francisco Guterres Lú-Olo, e o possível avanço do atual comandante das Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Lere Anan Timur, são outros elementos da equação presidencial, pelo lado da Fretilin.

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