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Parlamentares elevam gastos para promover mandato em ano eleitoral

Em ano pré-eleitoral e mesmo com a falta de recursos para bancar o novo Bolsa Família, deputados e senadores elevam os gastos para promover o próprio mandato.

Entre janeiro e setembro deste ano, as despesas na Câmara com a divulgação da atividade parlamentar atingiram R$ 40.467.620,16 – um aumento de quase 20% em relação a 2020.

O maior gasto foi registrado pelo deputado Rogério Correia, do PT de Minas Gerais, que usou R$ 83.750,00 na impressão de 50 mil revistas para divulgar o próprio mandato.

Bibo Nunes, do PSL do Rio Grande do Sul, gastou R$ 75.000,00 na instalação de dois outdoors – que ficaram expostos entre janeiro e abril – em rodovias do litoral norte do Estado.

Outros R$ 75.000,00 foram gastos por Felix Mendonça Júnior, do PDT da Bahia, na impressão de um informativo com informações sobre o mandato.

Assim como Bibo Nunes, a deputada Professora Dayane Pimentel, do PSL da Bahia, usou R$ 70.900,00 para instalar 15 painéis em via movimentadas de Salvador e Feira de Santana.

Para o fundador e secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, não faz sentido existir uma verba para promover quem está no poder.

No Senado, as despesas entre janeiro e setembro passaram de R$ 2.076.705,81 em 2020 para R$ 2.623.298,49 neste ano – um aumento de 26%.

O líder de gastos é o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Davi Alcolumbre, do DEM do Amapá, que usou R$ 228.000,00.

A maior parte do valor, R$ 180.000,00, foi paga à Alo Produção, agência de comunicação localizada em Macapá.

Nas notas fiscais, a descrição traz apenas “serviços de divulgação das atividades parlamentares”.

Na sequência, aparece o senador Marcos Rogério, do DEM de Rondônia, que usou R$ 158.889,08 em 2021.

Só com a empresa G2 Studio e Imagem, localizada em Porto Velho, ele gastou R$ 70.000,00 para divulgar o mandato em veículos de comunicação do Estado.

Em nota, o deputado Rogério Correia afirmou que o recurso foi utilizado para a impressão de materiais entre janeiro e junho, devidamente autorizado pela Câmara, e é peça fundamental na comunicação do mandato.

Bibo Nunes afirmou que, se não usa a verba, ela volta para a Câmara e que tem a obrigação de dizer ao eleitor o que faz.

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