Do chumbo do OE à marcação de eleições. Pontos essenciais da crise política

Do chumbo do OE à marcação de eleições. Pontos essenciais da crise política

O Orçamento de Estado para 2022, apresentado pelo Governo minoritário do PS, foi rejeitado pela Assembleia da República, um desfecho que dará, a confirmar-se o que o Presidente da República já antecipou, origem à dissolução do parlamento e a eleições antecipadas

Eis algumas PERGUNTAS e RESPOSTAS sobre o atual momento político e os passos da tramitação até à marcação de eleições.

A rejeição de um Orçamento de Estado obriga à dissolução da AR e à convocação de eleições?

Não, a dissolução da Assembleia da República, a confirmar-se, será a opção do Presidente da República para a saída da crise política. Em teoria, o chefe de Estado poderia pedir ao Governo para elaborar outra proposta orçamental. Poderia também demitir o executivo e tentar uma outra solução governativa, fosse do mesmo partido, de outros ou até de coligação.

O chumbo do OE implica a demissão do Governo?

Não, e o primeiro-ministro, António Costa, já disse que não se iria demitir, mesmo em caso de dissolução do parlamento.

A dissolução da Assembleia da República faz com que o Governo fique em gestão?

Não, o Governo só ficaria em gestão se tivesse caído, por iniciativa própria, pela aprovação de uma moção de censura no parlamento ou pela reprovação de uma moção de confiança. O Presidente da República pode demitir o Governo “quando tal se torne necessário para assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas”.

Mesmo com a dissolução do parlamento, o Governo mantém os seus poderes. Apesar disso, o executivo terá de governar por duodécimos, uma vez que não tem orçamento aprovado.

Quais são os passos para a dissolução do parlamento?

A Constituição da República prevê que o Presidente da República tem de ouvir os partidos políticos e o Conselho de Estado. Contudo, Marcelo Rebelo de Sousa já disse que, para além desses passos obrigatórios, irá ouvir o presidente do parlamento, Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa.

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