Cabo Verde e São Tomé e Príncipe apostam em cooperação “tripartida” e comissão mista

Cabo Verde e São Tomé e Príncipe apostam em cooperação “tripartida” e comissão mista

A “nova era” de parceria entre São Tomé e Príncipe e Cabo Verde será relançada em janeiro do próximo ano com a realização da comissão mista e aposta numa cooperação tripartida, afirmaram hoje os primeiros-ministros dos dois países

No fim de cinco dias de visitas a São Tomé e Príncipe, o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, assegurou que “em janeiro [de 2022] o primeiro-ministro de São Tomé [e Príncipe] estará em Cabo Verde para a comissão mista” que quer que seja “um momento marcante” nas relações entre os dois países.

A visita de Jorge Bom Jesus para a ativação da comissão mista será o marco da “nova era” de cooperação que, segundo Ulisses Correia e Silva, para além da cooperação bilateral deverá “desenvolver o máximo possível a cooperação tripartida” entre Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e um terceiro país.

“Já o temos com Luxemburgo, estamos em fase avançada de negociações com Espanha e queremos envolver outros parceiros em áreas de matérias de desenvolvimento que interessam a ambos os países”, explicou Ulisses Correia e Silva.

O chefe do Governo cabo-verdiano acrescentou que a cooperação “tripartida” deverá envolver áreas como o desenvolvimento do capital humano, ensino superior, formação profissional, turismo sustentável, energias renováveis, economia azul, economia e transformação digital, as comunidades e a conectividade, nomeadamente dos transportes.

Durante a sua visita, Ulisses Correia e Silva visitou as principais comunidades cabo-verdianas nos distritos de Lembá e Lobata, no norte da ilha de São Tomé, e também as comunidades na ilha do Príncipe.

“É uma parte significativa da nação cabo-verdiana e queremos que essa comunidade esteja cada vez mais bem integrada, que contribua para o desenvolvimento do país onde escolheram viver”, afirmou Ulisses Correia e Silva, defendendo que “não há dois países com a mesma história” como Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, afirmou que é hora “arregaçar as mangas” para a concretização porque os dois países e povos “esperam resultados e realizações”.

“Estes momentos são sempre muito importantes em termos de relançamento de uma nova dinâmica de cooperação”, para encontrar novas soluções para os problemas dos dois países, defendeu Jorge Bom Jesus.

Ulisses Correia e Silva terminou, domingo, o quinto dia de visita oficial ao arquipélago são-tomense que foi muito virada para o contacto direto com as comunidades em São Tomé e na ilha do Príncipe.

O chefe do Governo de Cabo Verde ouviu as preocupações dos cabo-verdianos e fez algumas promessas, como o aumento de bolsas de estudos para os jovens, alargamento da pensão para mais idosos e início do processo de atribuição gratuita de nacionalidade, a partir de novembro para os descendentes de cabo-verdianos.

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