Macau arranca com primeira competição de ‘startups’ para universidades lusófonas e chinesas

por Guilherme Rego

A primeira competição de ‘startups’ universitárias entre os países de língua portuguesa e a China vai decorrer em Macau, em outubro, através de negócios orientados para a sustentabilidade, foi hoje anunciado. 

“Temos já 14 equipas registadas, sete da China e as restantes de universidades de Moçambique, Cabo Verde, Portugal, Brasil e São Tomé e Príncipe”, nesta competição, que este ano abre só para universidades “para criar ideias de ‘startups'”, disse hoje à Lusa um dos coordenadores do “928 challenge”, Marco Duarte Rizzolio, da Universidade Cidade de Macau (CityU)

“Para o próximo ano queremos abrir [a competição] a empresas”, adiantou o responsável.

Denominado “928 challenge”, por integrar nove cidades da Área da Grande Baía, duas regiões administrativas especiais chinesas e oito países de língua portuguesa, este “concurso pretende reforçar o espírito de empreendedorismo, inovação e cooperação entre universidades” lusófonas e chinesas.

Até final deste mês decorrem as inscrições para um ‘bootcamp’ ‘online’ de 15 dias, previsto entre 04 e 15 de outubro, durante o qual os participantes, sempre relacionados com universidades chinesas ou de países lusófonos, deverão “criar planos de negócios que promovam a sustentabilidade e a cooperação entre a China e os países de língua portuguesa. 

Na primeira semana, o ‘bootcamp’ vai servir para dar a realidade dos países lusófonos e da China às equipas participantes, que na segunda semana vão desenvolver rapidamente a ideia de negócios para apresentar a possíveis investidores, explicou Rizzolio, que cofundou o “928 challenge” com o diretor (“dean”) da Faculdade de Business da CityU, José Alves. 

“Estamos à espera no máximo de 20 equipas para a final”, que vai decorrer em 23 de outubro, durante a Feira Internacional de Macau (MIF), indicou. 

O primeiro prémio é de dez mil patacas (cerca de mil euros), o segundo de sete mil (cerca de 700 euros) e o terceiro de cinco mil (cerca de 500 euros).

A final será “offline e presencial” para as universidades chinesas, que virão a Macau, acrescentou. 

No painel de juízes contam-se o presidente e CEO do Banco Nacional Ultramarino (BNU), Carlos Cid Alvares, o presidente e CEO da CESL Asia, António Trindade, ou o presidente da KNJ Investment Limited, Kevin Ho, entre outros, referiu Marco Rizzolio. 

Além de permitir aprofundar colaborações académicas entre instituições do ensino superior da Grande Baía e dos países lusófonos (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), a competição pretende identificar projetos de ‘startup’ com potencial para serem implementados e apoiados por investidores de Macau, da Grande Baía ou de países de língua portuguesa. 

O concurso tem a organização conjunta da CityU, do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), da Universidade de Shenzhen e do Instituto de Macau da Universidade das Nações Unidas. 

A Área da Grande Baía é um projeto de Pequim que visa criar uma metrópole mundial a partir das regiões administrativas especiais chinesas de Macau e de Hong Kong, e nove cidades da província de Guangdong (Cantão, Shenzhen, Zhuhai, Foshan, Huizhou, Dongguan, Zhongshan, Jiangmen e Zhaoqing), com mais de 60 milhões de habitantes.

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