Cabo Delgado: Ministro da Defesa português ouvido hoje no parlamento

Cabo Delgado: Ministro da Defesa português ouvido hoje no parlamento

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, é ouvido hoje no parlamento sobre os ataques terroristas na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, e a missão portuguesa para formação de tropas moçambicanas

O ministro vai ao parlamento a pedido do CDS, cujo requerimento foi aprovado na comissão parlamentar de Defesa Nacional por unanimidade, em 16 de abril.

No documento, entregue em 30 de março, o CDS recordou que os sucessivos ataques que ocorreram na província moçambicana de Cabo Delgado, “por parte do grupo Al-Shebab” – que tem filiação ao ‘braço’ em África do autodenominado Estado Islâmico do Iraque e da Síria – já causaram “milhares de mortes” e centenas de milhares de deslocados.

O CDS-PP considerou que o parlamento “não se pode alhear deste grave problema humanitário”.

A nível bilateral, Portugal tem previsto o envio de cerca de 60 militares para ajudar na formação de tropas moçambicanas no âmbito do combate ao terrorismo.

Na semana passada, a União Europeia (UE) aprovou o lançamento de uma missão de formação militar em Moçambique que visa “treinar e apoiar as Forças Armadas Moçambicanas” no “restabelecimento da segurança” em Cabo Delgado, que será liderada pelo brigadeiro-general português Nuno Lemos Pires.

Já a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) aprovou numa cimeira extraordinária, no final de junho, o envio de forças para o norte de Moçambique e uma missão avançada deveria ter chegado esta semana ao país, o que não aconteceu.

Além destas forças, chegou a Moçambique, no passado dia 09, um primeiro contingente de tropas ruandesas, que também vão apoiar o país lusófono, no âmbito de um acordo bilateral, mas esta presença tem sido contestada pela oposição, que critica o facto de o Governo não ter informado o parlamento.

Grupos armados aterrorizam a província de Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo Estado Islâmico. Há mais de 2.800 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e 732.000 deslocados, de acordo com as Nações Unidas.

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