Príncipe saudita encontrou-se com Blinken em discreta visita aos EUA

Príncipe saudita encontrou-se com Blinken em discreta visita aos EUA

O vice-ministro da Defesa da Arábia Saudita, Khalid bin Salman, encontrou-se com o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, ontem, numa visita discreta a Washington, em um momento em que a Casa Branca se distancia de seu aliado árabe

Khalid bin Salman, o irmão mais novo do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman – que segundo a inteligência ordenou o assassinato do jornalista opositor Jamal Khashogg – é o visitante de mais alto escalão do reino a visitar Washington desde que Joe Biden assumiu o cargo em janeiro.

O Departamento de Estado disse que o príncipe se reuniu com altos funcionários dessa pasta e que Blinken participou de apenas parte da reunião. Algo semelhante aconteceu na recepção a Khalid no Pentágono na terça-feira.

Blinken falou com o príncipe sobre “os esforços para conseguir um cessar-fogo” no Iêmen e “a transição para um processo político” naquele país, onde os rebeldes houthis montaram uma ofensiva mortal, acrescentou.

Também foi discutida “a necessidade de reforma econômica e ajuda humanitária para o povo libanês e outras questões bilaterais importantes, incluindo direitos humanos”, informou o comunicado do Departamento de Estado.

O príncipe se encontrou na terça-feira com Jake Sullivan, assessor de Segurança Nacional de Biden, que discutiu o “compromisso dos Estados Unidos em ajudar a Arábia Saudita a defender seu território enquanto enfrenta ataques de grupos alinhados com o Irã”, disse a Casa Branca.

Como o o príncipe herdeiro Mohamed bin Salman detém o título de ministro da Defesa, não seria uma violação do protocolo o príncipe Khalid, seu vice, não ter reuniões plenas com membros do gabinete americano.

Mas o atraso na viagem reflete um endurecimento da atitude dos Estados Unidos em relação a Riade sob o governo de Biden, que acabou com a carta branca que seu antecessor Donald Trump concedeu ao reino saudita.

Biden divulgou relatórios de inteligência sobre o assassinato de Khashoggi, que foi estrangulado e esquartejado no consulado saudita em Istambul depois de escrever críticas sobre o príncipe herdeiro, e diminuiu o apoio americano à ofensiva saudita no Iêmen, que a ONU considera o pior desastre humanitário no mundo.

Apesar da pressão de outros democratas, Biden não impôs sanções ao príncipe herdeiro pelo assassinato de Khashoggi, dizendo que a necessidade de lidar com o mandatário saudita era inevitável.

Trump condenou o assassinato do jornalista, um colaborador do The Washington Post, mas afirmou que as lucrativas compras de armas americanas pela Arábia Saudita superam as preocupações com os direitos humanos.

Related posts
EconomiaMundo

Mesmo fragilizado Biden pretende liderar reunião do G20 e COP26

Lucro trimestral da Microsoft cresce 48% graças à nuvem

ChinaPolítica

Xi Jinping defende “coexistência pacifica” no aniversário da adesão à ONU

MacauPolítica

Licenças de jogo: Fong diz que tensão com EUA deve ser considerada

Assine nossa Newsletter