Cabo Delgado: Jovem identifica supostos integrantes do grupo que atacou Palma - Plataforma Media

Cabo Delgado: Jovem identifica supostos integrantes do grupo que atacou Palma

Uma residente de Palma está a ajudar as Forças Armadas de Moçambique a identificar supostos integrantes do grupo que atacou a vila em março, anunciou ontem o comandante do exército moçambicano.

“Ela é detentora de informação sensível, nós estamos a trabalhar com ela e a dar a proteção, incluindo às pessoas ligadas a ela, de modo que ela seja colaborativa”, declarou Cristóvão Chume, citado pela Televisão de Moçambique.

Após uma operação das Forças Armadas de Moçambique, a jovem identificou pelo menos cinco supostos insurgentes num grupo de vários homens que foram detidos na aldeia de Monjane, no domingo, um dos quais seu irmão.

“Ela estava a ser instrumentalizada pelos grupos terroristas e já vinha extraindo informações dos nossos postos de controlo na vila de Palma assim como em Afungi”, declarou Cristóvão Chume, acrescentando que, depois da sua detenção, a jovem começou a colaborar com as autoridades.

Segundo o comandante do exército moçambicano, o objetivo é perceber as motivações e identificar os líderes do “núcleo duro” do grupo que atacou a vila de Palma em março, bem como descobrir quando cada um deles se juntou aos rebeldes.

“Estamos ainda a fazer um trabalho de investigação bastante profundo”, frisou Cristóvão Chume.

O ataque a Palma, junto ao projeto de gás em construção, ocorreu em 24 de março, tendo provocado dezenas de mortos e feridos, sem balanço oficial anunciado.

Os confrontos e operações militares no distrito de Palma voltaram a intensificar-se na última semana, segundo relatos de deslocados que fogem para Pemba, capital provincial, e fontes militares, que anunciaram na quarta-feira ter abatido 150 rebeldes.

O distrito acolhia o projeto de exploração de gás natural liderado pela Total, o maior investimento privado em África (da ordem dos 20 mil milhões de euros), entretanto suspenso devido à insegurança na região.

Grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.800 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e 732.000 deslocados, de acordo com a ONU.

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