EUA lança bombardeios contra 'milícias apoiadas pelo Irão' na fronteira Iraque-Síria

EUA lança bombardeios contra ‘milícias apoiadas pelo Irão’ na fronteira Iraque-Síria

O Pentágono anunciou neste domingo (27) que realizou ataques aéreos seletivos contra “instalações utilizadas por grupos de milicianos apoiados pelo Irão” na fronteira entre a Síria e o Iraque que, segundo afirmou, foram autorizados pelo presidente Joe Biden após ataques contra interesses americanos

“Seguindo as instruções do presidente Biden, as forças militares americanas executaram esta noite ataques aéreos defensivos de precisão contra instalações utilizadas por grupos de milicianos apoiados pelo Irã na região fronteiriça entre o Iraque e a Síria”, disse o secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby.

Kirby acrescentou que os alvos – dois na Síria e um no Iraque – foram selecionados porque “estas instalações são utilizadas por milícias apoiadas pelo Irã que participam de ataques com veículos aéreos não tripulado contra o pessoal e as instalações americanos no Iraque”.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede no Reino Unido, “pelo menos cinco milicianos apoiados pelo Irã morreram e vários outros ficaram feridos no ataque aéreo americano”.

Os interesses americanos no Iraque têm sido alvo de ataques reiterados nos últimos meses, e os Estados Unidos culpam constantemente as facções iraquianas ligadas ao Irã por ataques com foguetes e outros contra instalações iraquianas que abrigam seu pessoal.

“Em vista da série de ataques contínuos de grupos apoiados pelo Irã que têm como alvo interesses dos Estados Unidos no Iraque, o presidente instruiu ações militares para interromper e desencorajar estes ataques”, disse Kirby.

“Concretamente, os ataques americanos visaram instalações operacionais e de armazenamento de armas em duas localizações na Síria e uma no Iraque, próximas à fronteira entre os dois países”, acrescentou.

Desde o começo do ano, foram registrados mais de 40 ataques contra interesses americanos no Iraque, onde 2.500 militares americanos estão mobilizados como parte de uma coalizão internacional para combater o grupo jihadista Estado Islâmico.

A grande maioria foram bombas contra comboios logísticos, enquanto 14 foram ataques com foguetes, alguns dos quais foram reivindicados por facções pró-iranianas que visam a pressionar Washington a retirar suas tropas.

Os ataques ocorrem um dia depois de autoridades curdo-iraquianas terem dito que três drones carregados com explosivos atingiram a cidade de Arbil, no norte do Iraque, onde os Estados Unidos têm um consulado.

Também ocorrem enquanto a Hashed al-Shaabi, uma aliança paramilitar pró-iraniana contrária à presença dos Estados Unidos no Iraque, conduziu uma parada militar perto de Bagdá, da qual participaram altos funcionários.

Em abril, um drone carregado com explosivos atacou o quartel-general da coalizão no Iraque na parte militar do aeroporto de Arbil, capital do Curdistão iraquiano.

Este tipo de ataque representa uma dor de cabeça para a coalizão, pois os drones conseguem escapar das defesas aéreas.

“Como demonstrado pelos ataques desta noite, o presidente Biden tem deixado claro que agirá para proteger o pessoal dos Estados Unidos”, disse Kirby.

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