EUA sancionam cinco empresas chinesas acusadas de trabalho forçado em Xinjiang - Plataforma Media

EUA sancionam cinco empresas chinesas acusadas de trabalho forçado em Xinjiang

Os Estados Unidos proibiram esta quinta-feira a importação de materiais para painéis solares feitos por uma empresa chinesa e emitiram restrições comerciais a outras quatro, acusando-as de usar trabalho forçado na região predominantemente muçulmana de Xinjiang.

A empresa Hoshine Silicon Industry não pode vender os seus produtos nos EUA porque “segundo relatos confiáveis, recorre ao trabalho forçado para fabricar os produtos à base de silicone”, anunciou a Casa Branca em comunicado.

Noutro comunicado separado, o Departamento do Comércio anunciou, com a mesma justificação, a restrição da compra de mercadoria, ‘software’ e tecnologia norte-americana pela Hoshine e outras quatro empresas em Xinjiang, produtoras de silicone para painéis solares ou de alumínio.

“Estas ações mostram a nossa determinação em impor custos adicionais à República Popular da China pelas práticas de trabalho forçado cruéis e desumanas. O trabalho forçado patrocinado pelo Estado em Xinjiang é um insulto à dignidade humana e um exemplo de práticas económicas injustas” em Pequim, pode ler-se no documento da Casa Branca.

Os EUA, como outros países ocidentais e muitas organizações internacionais, acusam Pequim de realizar perseguições em grande escala contra os uigures, muçulmanos e turcófonos, que constituem o principal grupo étnico de Xinjiang.

As acusações são de internamentos arbitrários de mais de um milhão de uigures em campos em Xinjiang, uma vasta região no oeste da China que tem fronteiras comuns com o Afeganistão e Paquistão.

A China nega esse número e afirma que se tratam de centros de formação profissional, destinados a ajudar a população a encontrar emprego, com o objetivo de se distanciar da tentação do extremismo islâmico.

Os EUA já bloquearam a importação de produtos capilares, de cotão, peças informáticas ou têxteis fabricados pelas empresas da região, mas também proibiu os produtos de uma empresa de pesca chinesa, a Dalian Ocean, acusada igualmente de trabalho forçado, mas não relacionado com Xinjiang.

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