Macau suspende funcionamento da representação em Taiwan - Plataforma Media

Macau suspende funcionamento da representação em Taiwan

O Governo de Macau anunciou hoje que a Delegação Económica e Cultural do território em Taiwan vai “suspender temporariamente o seu funcionamento” a partir de sábado.

Em comunicado, as autoridades esclarecem que, tendo em conta as necessidades dos residentes de Macau na ilha, vão criar “durante esta interrupção do funcionamento” daquela representação uma linha aberta 24 horas para quaisquer pedidos de informação em geral.

O Governo de Macau adiantou que a renovação dos documentos dos atuais funcionários locais da delegação do território em Taiwan e de novos funcionários ainda não foi aprovada, pelo que “tornou inevitável a suspensão temporária do funcionamento” do Gabinete de Taiwan.

A Delegação Económica e Cultural de Macau em Taiwan iniciou oficialmente funções em dezembro de 2011, na sequência do reconhecimento mútuo do “consenso 1992”, numa referência ao entendimento tácito alcançado em 1992 entre a China e Taiwan de que só existe uma China, deixando aos dois lados uma interpretação livre sobre o significado.

O Governo da região administrativa especial chinesa “agirá, como sempre, de acordo com a Lei Básica, o princípio de ‘uma única China’, assim como o princípio e política fundamental do Governo Central sobre os assuntos entre Macau e Taiwan”, sublinhou.

O Conselho para os Assuntos Continentais de Taiwan e que se ocupa das relações com a China “lamentou profundamente” esta decisão e sublinhou que o gabinete comercial de Taipé em Macau continua aberto, de acordo com a agência de notícias France-Presse.

As relações entre Taipé e Pequim deterioraram-se, na sequência da chegada ao poder, em 2016, de Tsai Ing-wen, do Partido Democrático Progressista, tradicionalmente hostil ao Governo chinês.

A ilha é independente desde 1949, data em que os nacionalistas do Kuomintang ali se refugiaram depois de terem sido derrotados pelos comunistas, que fundaram, no continente, a República Popular da China.

Pequim considera Taiwan parte da China, a reunificar, se necessário, pela força.

Assine nossa Newsletter