PGR da Guiné-Bissau vai investigar denuncia de alegada tentativa de envenenar PM

PGR da Guiné-Bissau vai investigar denuncia de alegada tentativa de envenenar PM

O procurador-geral da República da Guiné-Bissau, Fernando Gomes, anunciou hoje a abertura de um processo-crime sobre o alegado envenenamento do primeiro-ministro guineense, Nuno Gomes Nabiam, denunciado na comunicação social do país por um analista político e advogado

Em comunicado, o Ministério Público informa que o procurador-geral da República deu “instruções” à vara crime do Tribunal de Primeira Instância de Bissau para abrir um processo-crime sobre o “suposto envenenamento do atual primeiro-ministro” com base em afirmações feitas pelo advogado Marcelino Intupe à imprensa.

Marcelino Intupe é um analista político e advogado guineense e antigo chefe de gabinete do primeiro-ministro, quando ocupava as funções de vice-presidente da Assembleia Nacional Popular.

O advogado afirmou numa rádio de Bissau que o primeiro-ministro estava ausente do país a receber tratamento médico, porque tinha sido envenenado e que teria provas e que estaria disponível para apresentá-las ao Ministério Público.

O primeiro-ministro guineense regressou sexta-feira ao país, depois de ter participado na Rússia no fórum económico internacional Rússia/África.

Em declarações aos jornalistas no aeroporto, Nuno Gomes Nabiam disse ter ouvido a notícia.

“Infelizmente, temos um país muito complicado, mas Deus diz que quem te deseja mal deseje-lhe bem. Penso que as autoridades devem chamar a pessoa que fez este pronunciamento para que se esclareça”, declarou Nuno Nabiam.

Marcelino Intupe disse que Nuno Nabiam não fala publicamente por estar amarrado através da feitiçaria negra.

“É um assunto que se espalhou por todo o mundo. Até ando com o telemóvel desligado para evitar ter de responder às perguntas das pessoas sobre este assunto”, observou o primeiro-ministro guineense.

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