Cabo Delgado: Banco Mundial "não vai abandonar" Moçambique - Plataforma Media

Cabo Delgado: Banco Mundial “não vai abandonar” Moçambique

O Banco Mundial “não vai abandonar” Moçambique, disse ontem o diretor de Operações desta instituição, Axel van Trotsenburg, que defendeu que o desenvolvimento sustentável é essencial para sustentar a paz em Cabo Delgado (norte do país).

“O Banco Mundial quer trabalhar com Moçambique para ver como é que a partir do desenvolvimento sustentável é possível acompanhar o país na busca pela paz. É um processo difícil, mas não vamos abandonar o país”, assegurou Axel van Trotsenburg em declarações aos jornalistas.

O representante do Banco Mundial encontrou-se esta terça-feira com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, à margem da Cimeira Sobre o Futuro das Economias Africanas, que decorre em Paris.

Axel van Trotsenburg considera que o terrorismo é “um desafio terrível” e um dos problemas mais difíceis de resolver em termos de impacto nas economias, mas o apoio do Banco Mundial é total, assegurou.

“A relação entre Moçambique e o Banco Mundial é forte e acho que podemos continuar a construir um relação de confiança e boa parceria”, indicou van Trotsenburg.

O Banco Mundial sublinhou ainda a importância de a solução para Cabo Delgado ser construída por moçambicanos.

“É importante que Moçambique encontre uma solução entre moçambicanos. Eles conhecem o seu próprio país, as suas dinâmicas, mas podemos dar um apoio complementar”, concluiu.

Grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.500 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e 714.000 deslocados, de acordo com o Governo moçambicano.

A vila de Palma, a cerca de seis quilómetros do projeto de gás natural da multinacional Total, sofreu um ataque armado a 24 de março, que as autoridades moçambicanas dizem ter resultado na morte de dezenas de pessoas e na fuga de milhares.

As autoridades moçambicanas recuperaram o controlo da vila, mas o ataque levou a petrolífera Total a abandonar por tempo indeterminado o recinto do projeto de gás com início de produção previsto para 2024 e no qual estão ancoradas muitas das expectativas de crescimento económico de Moçambique na próxima década.

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