ONU adia por tempo indeterminado discussão sobre embargo de armas no Mianmar

ONU adia por tempo indeterminado discussão sobre embargo de armas no Mianmar

A Assembleia Geral da ONU adiou por tempo indeterminado uma reunião prevista para a terça-feira para tratar de uma resolução não vinculante para suspender “imediatamente” qualquer fornecimento de armas a Mianmar por falta de apoio suficiente para sua aprovação, disseram nesta segunda (17) fontes diplomáticas. 

Os autores do texto “não contaram com o apoio que esperavam” para alcançar uma ampla maioria, disse um diplomata sob a condição de anonimato. Querem “mais tempo para as negociações, especialmente com a Asean” (Associação de Nações do Sudeste Asiático), disse outra fonte à AFP, também sob a condição do anonimato.

O texto é de uma iniciativa de Liechtenstein, apoiada principalmente por União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos. 

No total, 48 países de Europa, América e África, embora apenas um da Ásia, a Coreia do Sul, deram seu aval ao projeto de resolução.

Diferentemente das resoluções do Conselho de Segurança, as resoluções da Assembleia Geral não são vinculantes, mas têm grande importância política.

O texto prevê “uma suspensão imediata do fornecimento, a venda ou a transferência direta ou indireta de todas as armas, munições e outros equipamentos militares a Mianmar”.

O projeto pede às autoridades militares que assumiram o poder em 1º de fevereiro, durante um golpe de Estado “que ponham fim ao estado de emergência” e “cessem de imediato qualquer violência contra os manifestantes pacíficos”. 

Também lhes pede que “ponham em liberdade de forma imediata e incondicional” o presidente Win Myint e a ex-dirigente Aung San Suu Kyi, assim como a todos os detidos arbitrariamente.

As autoridades militares de Mianmar reprimiram com violência as manifestações contra a junta instaurada no poder depois do golpe de Estado perpetrado em 1º de fevereiro, que pôs fim a fez anos de democracia no país. 

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