Número de estrangeiros que procuram trabalho em Portugal continua a crescer - Plataforma Media

Número de estrangeiros que procuram trabalho em Portugal continua a crescer

O número de estrangeiros que procuram trabalho em Portugal tem vindo a crescer desde 2015. Pessoas em idade ativa da América Latina, da Ásia e da África Ocidental.

O número de imigrantes no país continua a aumentar. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) registava 661 600 estrangeiros no final de 2020, mais 71 252 do que em 2019. As pessoas já viviam e trabalhavam em Portugal e só no ano passado obtiveram a autorização de residência, mas continuam a entrar trabalhadores de outras paragens, dizem os técnicos. Constituem a mão-de-obra das grandes explorações agrícolas, sobretudo no Alentejo, que, agora, também atrai os que foram dispensados da hotelaria e da restauração.

É o caso de Sikder Rimon, 32 anos, natural do Bangladesh, que emigrou do seu país para a Alemanha. Chegou no início de abril ao concelho de Odemira, conta que trabalhava num restaurante que acabou por o despedir na sequência das medidas de confinamento devido à covid-19. Em Portugal, rapidamente arranjou trabalho, na limpeza e manutenção de florestas. “Ainda estou a adaptar-me, é diferente do que trabalhar num restaurante, mais pesado”, diz.

O patrão, Fernando Simão (Silvialentejo), está satisfeito com os braços que chegam ao Alentejo, onde um quinto da população tem 70 ou mais anos de idade. “Trabalham muito bem, são bons rapazes, dão bom ambiente. Tenho tido sorte. É pena não poderem conduzir, que eu tinha trabalho para mais uma equipa”, lamenta. Tem dez empregados, oito deles estrangeiros, todos do Bangladesh.

Alberto Matos, coordenador da delegação da associação Solidariedade Imigrante de Beja, continua a receber pedidos de informação de estrangeiros que pretendem legalizar a sua situação, muitos deles a trabalhar e a fazer descontos para a Segurança Social. “Têm chegado novos imigrantes, embora a um ritmo inferior ao que acontecia em 2019. O perfil não se alterou, pessoas em idade ativa oriundas da Ásia e da África Ocidental”, diz. Vêm sobretudo de Índia, Nepal, Paquistão, Bangladesh, Senegal, Guiné-Bissau, Guiné-Conacri e Mali.

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