Portugal é dos mais ajudados pelo BCE na dívida, mas Finanças temem que oásis esteja a secar

Portugal é dos mais ajudados pelo BCE na dívida, mas Finanças temem que oásis esteja a secar

BCE comprou o equivalente a mais de metade das necessidades de endividamento do país em 2020. Fonte das Finanças teme o fim de uma era após a pandemia. “Política monetária está no limite e esgotada”.

Portugal e Chipre foram os dois Estados-membros da zona euro mais ajudados pelas intervenções do Banco Central Europeu (BCE), através dos dois enormes programas de compra de dívida pública — o APP, iniciado em meados de 2014, e mais recentemente, desde março do ano passado, o PEPP, o programa de compras para responder à emergência da pandemia.

No entanto, há sinais e avisos internos na zona euro de que esta situação está a pôr o BCE no limite das suas possibilidades e que, finda a pandemia, Frankfurt vai ter de ir mais devagar nas compras de dívida pública.

Fonte do Ministério das Finanças refere que existem cada vez mais a noção de que “a política monetária está no limite e está esgotada” e que é preciso encontrar outro paradigma que não este em que os juros soberanos são mantidos em níveis muito baixo (zero ou mesmo negativos) por conta de compras massivas de obrigações do tesouro (OT) decididas em Frankfurt.

Se a política monetária está no limite, Portugal está bastante exposto ao próximo paradigma da política monetária (se esta, como se antevê, não puder continuar a comprar dívida como até aqui).

De acordo com o estudo anual da Comissão Europeia (CE) sobre a sustentabilidade da dívida, o governo português e o de Chipre foram os mais ajudados pelos referidos programas de compra de dívida pública durante o difícil ano de 2020, palco da pandemia covid-19 e da maior recessão desde o tempo do crash de 1929.

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