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Presidente da Argentina recebe enviado de Bolsonaro

O secretário de Assuntos Estratégicos do Brasil, almirante Flávio Rocha, levou uma mensagem de “integração” do Presidente Jair Bolsonaro ao Presidente argentino na mesma semana em que o Brasil procurou uma aproximação com a China e com Joe Biden.

A terminar uma visita exploratória a Buenos Aires com a missão de recompor a relação com a Argentina, o braço-direito de Bolsonaro, almirante Flávio Rocha, foi recebido num jantar pelo Presidente argentino, Alberto Fernández.

“O secretário de Assuntos Estratégicos do Brasil transmitiu ao Presidente da Argentina a mensagem do Presidente Jair Bolsonaro de completo compromisso do Brasil com a integração entre os dois países, em benefício dos seus povos”, informou, em nota, a Embaixada do Brasil após o jantar nesta sexta-feira, dia 22, na residência presidencial argentina. O secretário de Bolsonaro não quis receber a imprensa.

O jantar oferecido pelo Presidente Alberto Fernández foi um sinal de valorização do passo dado pelo Brasil na trégua de troca de farpas e ironias que começou em junho de 2019, quando Fernández era ainda candidato.

Embora a aliança bilateral seja a mais estratégica para os dois países, Rocha foi o primeiro enviado de Bolsonaro à Argentina desde a posse do presidente Alberto Fernández em 10 de dezembro de 2019.

Inimigos político-ideológicos, os presidentes Jair Bolsonaro e Alberto Fernández preferiram ressaltar os “benefícios para os povos” a exaltarem uma aproximação pessoal.

Esse pragmatismo foi a essência da visita do secretário de Assuntos Estratégicos e conselheiro de Bolsonaro, Flávio Rocha, para quem “a viagem é mais uma demonstração da decisão estratégica dos dois países de aprofundarem a sua união histórica”.

Desde quinta-feira, o enviado de Bolsonaro manteve reuniões com os principais ministros do Governo argentino: com o secretário argentino de Assuntos Estratégicos, Gustavo Béliz, com o ministro da Economia, Martín Guzmán, com o ministro da Defesa, Agustín Rossi, e com o chanceler, Felipe Solá.

“Os encontros serviram para identificar pontos de sinergia e de cooperação em todos os setores”, sintetiza a nota da Embaixada.

“Foram revistos todos os assuntos da extensa agenda bilateral com o objetivo de estreitar ainda mais os vínculos diplomáticos e comerciais”, informou, também em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Argentina.

O secretário especial para Assuntos Estratégicos tem contacto diário com o presidente Bolsonaro, quem o designou na função como um assessor de máxima confiança. As impressões colhidas na Argentina serão agora cruciais para Bolsonaro consolidar o período de degelo e confirmar a primeira reunião presencial com o Presidente argentino.

O horizonte para esse encontro poderia ser no dia 26 de março, quando o Mercosul, bloco formado também por Paraguai e Uruguai, completa 30 anos.

A deposição de armas entre Brasil e Argentina acontece na mesma semana em que Bolsonaro acena para China e para o novo Governo dos Estados Unidos em busca de uma aproximação. Os três países são os principais sócios comerciais do Brasil.

A falta de insumos no Brasil para a produção da vacina chinesa CoronaVac e a mudança na Casa Branca levou Jair Bolsonaro a designar dois ministros para dialogarem com o embaixador chinês em Brasília e a enviar uma carta a Joe Biden na qual disse ter “uma visão de excelente futuro para a parceria Brasil-Estados Unidos”.

Bolsonaro só reconheceu a vitória de Joe Biden 38 dias depois de o novo Presidente ter sido apontado como eleito. O Presidente argentino, pelo contrário, foi o primeiro na América Latina a cumprimentar Biden e o primeiro a receber um telefonema de volta.

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