Cooperação Macau/Shenzhen de olhos postos nos mercados lusófonos

Cooperação Macau/Shenzhen de olhos postos nos mercados lusófonos

O Governo de Macau defendeu que a cooperação entre o antigo território administrado por Portugal e a cidade chinesa de Shenzhen deve apostar na exploração dos mercados lusófonos, nomeadamente no desenvolvimento da indústria da medicina tradicional chinesa

“Em Shenzhen, deve haver muitas empresas que pretendem internacionalização, sendo possível aproveitar o papel de plataforma de Macau para explorar os mercados dos países lusófonos”, pode ler-se num comunicado divulgado na segunda-feira à noite, no último dia da visita do chefe do Governo, Ho Iat Seng, a cidades da Grande Baía.

A Grande Baía é um projeto de Pequim de criar uma metrópole mundial que integra Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong, com cerca de 70 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 1,2 biliões de euros, semelhante ao PIB da Austrália, da Indonésia e do México, países que integram o G20.

Ho Iat Seng disse em Shenzhen “que Macau está empenhado em desenvolver a indústria da medicina tradicional chinesa e que, no futuro, os medicamentos podem ser registados em Macau e vendidos para a Grande Baía e gradualmente até às outras regiões”.

Uma das apostas reiteradas pelo Governo de Macau passa pela diversificação da economia, muito dependente do mercado do jogo.

Razão pela qual o chefe do Governo sublinhou a vontade de reforçar a cooperação bilateral com Shenzhen na dinamização do desenvolvimento do turismo cultural e das indústrias criativas.

Durante a visita à província de Guangdong, que teve início na sexta-feira, Ho Iat Seng já defendera o reforço da cooperação com cidades da Grande Baía para acelerar o crescimento das indústrias financeira, tecnológica e da saúde.

No momento em que, “para além dos trabalhos de prevenção da pandemia ainda se promove proativamente a recuperação do turismo”, Macau necessita “de acelerar o crescimento das indústrias da saúde, do setor financeiro moderno e da tecnologia”, lia-se numa nota das autoridades, na qual se citava o chefe do executivo.

Além de Ho Iat Seng, a delegação de Macau integrou altos cargos do executivo, como o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, a chefe do gabinete do líder do Governo, Hoi Lai Fong, e a diretora dos Serviços de Turismo, Helena de Senna Fernandes.

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