Invasão coloca em xeque ideia dos EUA como guardião da democracia mundial

Invasão coloca em xeque ideia dos EUA como guardião da democracia mundial

Insurreição fragiliza imagem americana e coloca país ao lado de atos associados a governos autoritários

As instituições não estão funcionando. Ao menos não como deveriam na sede do Legislativo dos EUA, onde nesta quarta (6) um invasor sem camisa, carregando a bandeira nacional e usando um chapéu peludo com chifres no estilo viking, virou símbolo de uma fissura inédita na maior potência mundial.

O homem era um dos apoiadores insuflados pelo republicano Donald Trump, 45º presidente americano, a pressionar congressistas a não reconhecer a vitória do 46º eleito pelo povo americano, o democrata Joe Biden. Seu desejo foi uma ordem, e parte da trupe marchou até o Capitólio.

Ativistas que alternavam dois tipos de cobertura facial, máscaras contra a Covid-19 e bonés “Make America Great Again”, impulsionam a imagem de uma nação fragilizada no que sempre reivindicou como seu grande ativo: o posto de guardião da democracia mundial.

As cenas de caos em Washington nada deixam a dever a tantas outras que se impregnaram na história de países associados a governos autoritários.

“Se aqui no Brasil as instituições não funcionam direito, lá imaginávamos que funcionassem”, diz o cientista político Guilherme Casarões, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas). A posse de Biden, marcada para o próximo dia 20, será um novo teste para a resiliência do regime democrático.

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