Polícia angolana teve de acompanhar a vacinação de crianças contra a pólio - Plataforma Media

Polícia angolana teve de acompanhar a vacinação de crianças contra a pólio

“Havia algumas rejeições e fomos obrigados a recorrer à Polícia Nacional e à Inspeção da Saúde para vacinarmos as crianças”, esclareceu a coordenadora do programa de vacinação

Mais de oitenta mil crianças, menores de cinco anos de idade, foram vacinadas contra a poliomielite do tipo II, nos municípios de Mbanza Kongo e Soyo, na província do Zaire, durante a segunda campanha que decorreu na semana passada.

Segundo um relatório das autoridades sanitárias da região, que o Jornal de Angola teve acesso, fruto das acções de mobilização, foi possível convencer os pais e encarregados de educação que se opunham à vacinação da poliomielite do tipo II, alegando tratar-se de um imunizante contra a Covid-19, o que permitiu alcançar, nesta segunda fase da campanha, uma cobertura de cem por cento nos referidos municípios.

 “Havia algumas rejeições e fomos obrigados a recorrer à Polícia Nacional e à Inspecção da Saúde para vacinarmos as crianças.
Tivemos de esclarecer às pessoas que a vacina é, realmente, contra a pólio e não contra a Covid”, disse a supervisora nacional do Programa Alargado de Vacinação (PAV), Maria Gregório.

A responsável esclareceu que muitas famílias, residentes em áreas fronteiriças com a República Democrática do Congo (RDC), rejeitavam vacinar os filhos por influência de comunidades do país vizinho, que argumentando factores religiosos, alegam que a cura de muitas doenças depende de forças espirituais.

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