Os efeitos da pandemia nos media: "O jornalismo não voltará a ser o mesmo" - Plataforma Media

Os efeitos da pandemia nos media: “O jornalismo não voltará a ser o mesmo”

Arsénio Reis, diretor executivo do Plataforma, foi um dos intervenientes num Webinar onde se debateu os efeitos da pandemia nos media, que contou com outros jornalistas espalhados pelo mundo lusófono, convidados pelo Plataforma e pela Fundação Rui Cunha a participar na discussão.

Arsénio Reis começou por pintar o quadro da atualidade media, traçando a “questão da mobilidade”, que assumiu novos contornos e que a crise da pandemia não iniciou o curva descendente da comunicação social, simplesmente agravou a crise já existente. “Estamos na mesma crise, mas agravou-se”, rematou. O diretor executivo do Plataforma explicou que, embora nunca falte ideias para relatar o que se passa no mundo ou num determinado país, os recursos humanos são a componente mais importante para se realizar um jornalismo com qualidade.

Para abordar todos os temas da atualidade, “o problema é muitas vezes esse… como ter recursos e elencar as prioridades certas”, disse o jornalista. Arsénio Reis ainda lamentou a homogeneidade que atravessou o jornalismo, que não deu muito espaço a temáticas que não se relacionassem com a pandemia de Covid-19. No fim, explicou porque acha que o “jornalismo não voltará a ser o mesmo”, pois há adaptações ao trabalho que “vieram para ficar”; e mencionou que os modelos de negócio dos media têm de sofrer uma reestruturação.

Veja o vídeo completo da primeira intervenção de Arsénio Reis:

Numa segunda intervenção, Arsénio Reis abordou o tema da liberdade à informação. “Toda a gente diz que não há democracia sem liberdade de imprensa, eu acrescentaria que não há liberdade de imprensa com sites, televisões, rádios e jornais a caminho da falência”, afirmou. O jornalista alertou que o “o problema não é só do jornalismo, é de todos” e lamenta que os media “não estejam a conseguir passar essa mensagem”, mas aponta alguns dos possíveis factores que alimentam a falência do jornalismo e o que considera “o principal inimigo da profissão”. No fim, salienta a importância do papel de “escrutinador” dos media, com o objetivo de prestar serviço público; e ainda falou sobre o papel do Estado no apoio aos orgãos de comunicação social.

Veja o vídeo na completo da segunda intervenção de Arsénio Reis:

Veja as intervenções dos outros jornalistas lusófonos aqui.

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