Encontrado com fraturas jornalista brasileiro sequestrado

Encontrado com fraturas jornalista brasileiro sequestrado

O jornalista brasileiro Romano dos Anjos, que havia sido sequestrado na segunda-feira no Estado de Roraima, foi hoje encontrado com vida, mas com fraturas nos braços e pernas provocadas pelos agressores, informaram fontes oficiais.

O repórter da rede televisiva TV Imperial, de 40 anos, foi encontrado na manhã de hoje por um funcionário de uma empresa de eletricidade que realizava uma inspeção na região pouco povoada de Bom Intento, na zona rural de Boa Vista, capital de Roraima, informou a Polícia Militar.

Romano dos Anjos estava consciente, mas fisicamente afetado pelos ferimentos deixados pelos sequestradores.

O jornalista tinha sido sequestrado na noite de segunda-feira da sua própria residência, onde se encontrava com a sua mulher, a também jornalista Nattacha Vasconcelos, num aparente assalto inicialmente atribuído a alegados delinquentes.

Os sequestradores, encapuzados e fortemente armados, exigiram que o casal entregasse dinheiro e objetos de valor e levaram o jornalista no seu próprio veículo como garantia de que a família não notificaria a polícia.

O veículo foi encontrado abandonado e incendiado na mesma noite, numa estrada federal nos arredores de Boa Vista, e o telemóvel do comunicador foi encontrado num terreno baldio próximo, mas com todas as informações apagadas.

Os sequestradores deixaram Romano dos Anjos amarrado e com os olhos vendados, mas o jornalista conseguiu libertar-se antes de ser encontrado.

Romano dos Anjos afirmou que os agressores o espancaram com pedaços de madeira antes de deixá-lo deitado no terreno.

O jornalista da TV Imperial, afiliada da Rede Record em Roraima, declarou não ter recebido nenhuma ameaça nas últimas semanas.

As principais organizações de defesa da liberdade de imprensa no país divulgaram uma nota de repúdio ao sequestro, na qual exigem uma investigação rigorosa para apurar se o caso está vinculado à atividade profissional da vítima e se pode ser considerado uma ameaça à liberdade de imprensa no Brasil.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) exigiram “medidas imediatas das autoridades locais e federais para esclarecer o caso e uma rigorosa investigação dos factos”.

Num relatório sobre a situação do Brasil apresentado na semana passada, na sua 76ª Assembleia Geral, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) indicou que, além dos ataques das próprias autoridades a jornalistas e meios de comunicação, a liberdade de imprensa no país continua ameaçada pela “continuidade da violência física” contra comunicadores.

A SIP relembrou no relatório o assassinato a tiros, em maio passado, de Leonardo Pinheiro, jornalista da revista digital A Voz Araruamense, após denunciar casos de corrupção na cidade de Araruama, no interior do estado do Rio de Janeiro.

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