Rodrigo Duterte e o Mar do Sul da China - Plataforma Media

Rodrigo Duterte e o Mar do Sul da China

O mundo tem mudado imenso ao longo do último século, assim como as Nações Unidas, especialmente depois da Assembleia Geral deste ano. Além do diálogo aceso entre a China e os EUA e o Conselho de Segurança entre o Japão, a Índia e a Alemanha, a mudança no tom de Duterte em relação ao conflito do mar do Sul da China tem atraído grande atenção, transformando-se num dos principais pontos da Assembleia Geral da ONU. 

O presidente das Filipinas partilhou uma mensagem severa num vídeo-discurso para a Assembleia: a decisão do Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia tornou-se parte da lei internacional, não existe espaço para discussão nem para que qualquer governo enfraqueça ou ignore a decisão. No mesmo vídeo agradeceu ainda à comunidade internacional pelo apoio à decisão do Tribunal Permanente de Arbitragem, uma afirmação que surpreendeu todo o mundo. 

Desde que assumiu o poder, Duterte tem adotado uma direção diplomática próxima da China, promovendo uma atenuação dos conflitos territoriais com o país e uma maior cooperação com o lado chinês. A decisão do Tribunal foi guardada e ignorada, tornando ainda mais chocante esta mudança repentina no tom usado pelo presidente filipino. 

Parece que a nova atitude de Duterte foi primeiramente impulsionada pela intervenção americana e pela opinião de países como a Alemanha, França e Reino Unido, que afirmaram que as “alegações históricas” chinesas em relação ao mar do Sul da China vão contra a lei internacional. Estes acontecimentos representaram uma imensa pressão interna para o Governo de Duterte, visto que este conflito territorial não pode ser ignorado em ocasiões como a Assembleia Geral da ONU. Por isso o presidente voltou a mencionar a decisão do Tribunal Permanente de Arbitragem em 2016, aliviando tanto a pressão nacional como internacional. 

Porém, Duterte não respondeu a tais comentários no discurso. Mesmo assim, Duterte coloca agora imensa pressão sobre a China, muito mais do que o discurso sobre o mar do Sul da China de Pompeo. 

*Editor Senior

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