Rejeitada proposta da Microsoft para adquirir plataforma TikTok

Rejeitada proposta da Microsoft para adquirir plataforma TikTok

A oferta da Microsoft para adquirir as atividades norte-americanas de aplicação de vídeos TikTok foi rejeitada pela ByteDance, proprietária chinesa da plataforma, anunciou o gigante informático norte-americano.

“ByteDance informou-nos hoje [domingo] de que não venderia as operações norte-americanas da TikTok à Microsoft. Estamos convencidos que a nossa proposta tinha sido boa para os utilizadores da TikTok, ao mesmo tempo que protegia os interesses da segurança nacional” dos Estados Unidos, indicou a Microsoft, em comunicado.

De acordo com a imprensa norte-americana, citada pela agência de notícias espanhola EFE, o gigante de software norte-americano Oracle deverá ser o parceiro escolhido.

A Oracle impôs-se à Microsoft na “luta” pelas operações nos Estados Unidos da aplicação chinesa de partilha de vídeos, o que permitirá que a popular rede social continue a funcionar no país.

O The Wall Street Journal adiantou esperar, em breve, a confirmação de que o Oracle foi escolhido como o “sócio tecnológico confiável” da TikTok nos Estados Unidos, num acordo que não estará estruturado como uma venda propriamente dita das operações da aplicação.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha dado à ByteDance um prazo, que termina na terça-feira, para vender as operações norte-americanas a uma empresa local ou abandonar o país.

A Casa Branca considerou a TikTok uma ameaça para a segurança nacional dos Estados Unidos por ser propriedade de uma empresa chinesa, apesar de a ByteDance ter recusado as acusações norte-americanas de que partilha informação dos utilizadores norte-americanos com o Governo chinês.

Já em agosto, Trump mostrou-se favorável a que a Oracle, com estreitas relações com a Casa Branca, assumisse as operações da TikTok nos Estados Unidos.

A TikTok, com mais de 80 milhões de utilizadores nos Estados Unidos, é uma das redes sociais que mais cresceu nos últimos anos, convertendo-se no principal meio de entretenimento para muitos adolescentes e um canal de marketing para as celebridades.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China manifestou clara oposição à venda forçada da TikTok por considerar que violaria os princípios da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Pequim vê a venda da TikTok como mais um capítulo da guerra comercial com Washington, que tenta conter o crescente poderio tecnológico do gigante asiático, com restrições impostas à empresa de telecomunicações Huawei e à popular rede social WeChat, do conglomerado digital Tencent.

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