PR moçambicano quer manter restrições depois do estado de emergência - Plataforma Media

PR moçambicano quer manter restrições depois do estado de emergência

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, pediu que as restrições face à covid-19 continuem a ser cumpridas mesmo com o fim, hoje, do estado de emergência, que foi prorrogado por três vezes.

“Todas as medidas atualmente em vigor devem continuar a ser seguidas com a mesma alma e o mesmo vigor de sempre”, disse Filipe Nyusi, numa comunicação à nação no último dia do estado de emergência, em vigor desde 01 de abril e que foi por três vezes consecutivas prorrogado – o máximo previsto pela Constituição.

O chefe de Estado moçambicano disse que vai enviar ao parlamento um relatório na quinta-feira e depois serão tomadas decisões e estratégias, que deverão ser tornadas públicas numa nova comunicação à nação.

“Enquanto isso, apelamos a todos para que valorizem tudo que conquistámos nestes 120 dias. Tudo que conquistámos não tem preço: foram vidas que foram salvas”, afirmou.

Filipe Nyusi pediu ainda que os moçambicanos inventem uma “nova maneira de viver em sociedade”, acrescentando que o país não pode “vacilar” nas medidas de prevenção.

“As medidas adotadas e a colaboração de todos ajudaram a mitigar a velocidade de propagação da doença. Conseguimos, deste modo, reduzir uma eventual pressão sobre o sistema de saúde”, observou Filipe Nyusi, alertando para o número de casos nos países vizinhos, com destaque para a África do Sul, que tem a metade dos casos registados no continente (mais de 459 mil).

“A tão desejada retomada de atividades será conduzida de forma faseada e com critérios dirigidos para cada setor”, declarou.

As restrições incluem limitações quanto a ajuntamentos, interdição de eventos e espaço de diversão e obrigatoriedade de uso de máscaras.

Na última prorrogação do estado de emergência, em 28 de junho, Filipe Nyusi anunciou o alívio gradual de algumas restrições, com destaque para autorização de voos internacionais com países selecionados (não referidos), o aumento de um terço para uma quantidade não superior a metade do efetivo laboral presencial das equipas de serviço de 15 em 15 dias nas instituições públicas e privadas e a reabertura de Museus e galerias, com lotação limitada e medidas de prevenção.

Na ocasião, Nyusi anunciou também a reabertura faseada das aulas, ainda sem data, dependente da criação de condições de higiene para prevenir a covid-19.

Desde o anúncio do primeiro caso, em 22 de março, Moçambique registou um total de 1.748 casos de covid-19, 11 mortos e 616 recuperados.

O país realizou 55.211 testes de casos suspeitos, tendo rastreado mais de 1,5 milhões de pessoas.

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