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De Marte e do vírus

A última semana trouxe boas notícias nos domínios da ciência, da investigação, do conhecimento e da inovação em língua portuguesa.

Comecemos pelo fator proximidade. A primeira missão espacial chinesa está a caminho de Marte. Há uma semana. E uma equipa multidisciplinar e multinacional de investigadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) está a acompanhar a missão a par e passo.

A recolha e análise de dados, nos domínios da descoberta de indícios de vida no planeta vermelho, assim como do estudo da radiação, das condições atmosféricas e da geomorfologia do planeta, para uma aterragem segura da sonda “Tianwen-1”, estão entre as tarefas prioritárias do grupo de Macau.

A equipa agrega, designadamente cientistas portugueses e chineses. Dando continuidade à máxima de Macau ser, há séculos, um ponto de encontro entre Oriente e Ocidente. Também no conhecimento, na ciência, na investigação e na inovação.

O desígnio da sabedoria esteve também em destaque nos últimos dias, em Portugal. Ali foi apresentada a primeira máscara têxtil, reutilizável, com capacidade comprovada para inativar o novo coronavírus, responsável pela Covid-19, quando em contacto com o tecido.

Trata-se de um projeto de cooperação entre a comunidade empresarial, académica e científica que ultrapassou com êxito os exigentes testes do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes. Um avanço que demonstra que a ciência, a academia e o empreendedorismo, quando caminham juntos, ajudam a humanidade a progredir.

Terça-feira ficou a saber-se que foi desenvolvida, também em Portugal, um equipamento com tecnologia pioneira que consegue inativar, em apenas um minuto, 99,97 por cento das partículas de Covid-19 que circulam no ar.

O estudo foi desenvolvido pelo Campus de Tecnologia e Inovação da BLC3, em Oliveira do Hospital, em parceria com a Universidade do Minho e as faculdades de farmácia das universidades de Lisboa e de Coimbra.

Eis, pois, uma demonstração de que o conhecimento científico e a inovação são cada vez mais, felizmente, uma realidade sólida nas diferentes geografias da lusofonia.

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