Caudal do Yangtsé sobe e deixa sul da China em alarme - Plataforma Media

Caudal do Yangtsé sobe e deixa sul da China em alarme

O regresso de chuvas fortes ao sul da China está a levar as águas do rio Yangtsé a subir novamente, alimentando receios de mais destruição, depois de inundações sazonais terem já deixado 141 mortos ou desaparecidos.

O alto nível de precipitação está a colocar pressão renovada nas Três Gargantas, a maior barragem do mundo, que fica na província chinesa de Hubei, onde o novo coronavírus foi detetado pela primeira vez, em dezembro passado.

A agência noticiosa oficial Xinhua avançou que o nível de fluxo de água no reservatório das três gargantas vai atingir o valor recorde do ano, na noite desta sexta-feira, alcançando os 55.000 metros quadrados por segundo.

Os afluentes do Yangtsé galgaram já as suas margens em alguns lugares e, em Hubei, um helicóptero foi usado para atirar pedregulhos de forma a bloquear a passagem da água.

As inundações forçaram já à retirada de quase dois milhões de pessoas em diferentes províncias do sul da China. As perdas diretas atribuídas às inundações ascendem aos 49 mil milhões de yuan (6,1 mil milhões de euros), de acordo com o ministério de Gestão de Emergências da China.

As chuvas torrenciais causaram três deslizamentos de terra, nesta quinta-feira, numa cidade nas montanhas de Chongqing, deixando três mortes e três desaparecidos, informou a Xinhua.

Inundações sazonais atingem todos os anos grande parte da China, sobretudo no centro e sul do país, mas este ano a dimensão foi superior ao alcançado nos anos anteriores.

Até agora, as grandes cidades foram poupadas, mas as preocupações estão a aumentar sobre Wuhan e outras metrópoles próximas, onde vivem dezenas de milhões de pessoas.

As piores inundações da China nos últimos anos foram em 1998, quando mais de 2.000 pessoas morreram e quase 3 milhões de casas foram destruídas ao longo do Yangtsé.

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