Governo timorense fica completo na quarta-feira pela primeira vez em dois anos - Plataforma Media

Governo timorense fica completo na quarta-feira pela primeira vez em dois anos

O Governo timorense fica completo na quarta-feira, pela primeira vez desde o início do seu mandato, há dois anos, com a tomada de posse na Presidência da República de 19 novos membros do executivo

Depois da tomada de posse, prevista para as 16:30, hora local (08:30 em Lisboa), o Governo passará a ter um total de 43 membros, três dos quais assumem mais do que uma pasta, entre eles o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, que fica com a tutela do Interior.

Além dos 19 novos membros do executivo, o primeiro-ministro vai tomar posse da nova pasta.

No âmbito da mais recente alteração à orgânica do Governo, os dois cargos de vice-ministros da Saúde vão ser fundidos num só, com o atual vice-ministro para o Desenvolvimento Estratégico da Saúde, Bonifácio Maukoli dos Reis, a ser exonerado, tomando posse no novo cargo.

A lista de novos membros é dominada pela entrada da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) no executivo, mas inclui ainda a entrada de novos membros dos restantes partidos no Governo, Partido Libertação Popular (PLP) e Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO).

A tomada de posse surge depois de um processo de remodelação levado a cabo pelo chefe do Governo, que incluiu duas alterações à lei orgânica, obrigou a negociações com os partidos e passou por algumas mudanças de nomes inicialmente propostos.

Uma dessas mudanças teve a ver com a pasta do Interior, com o KHUNTO a pretender que fosse um dos seus militantes – Antonio Armindo – a assumir o cargo.

Fontes da Presidência e do Governo ouvidas pela Lusa explicaram que houve, no entanto, oposição por parte do chefe de Estado, Francisco Guterres Lu-Olo, à nomeação de António Armindo, que vai em vez disso tomar posse como vice-ministro do Interior.

A opção também não contava com o apoio da Fretilin, o maior partido do parlamento, que está atualmente a apoiar o Governo no quadro de uma plataforma de entendimento, segundo fontes deste partido.

Na quarta-feira, tomam posse, entre outros, José Reis, vice-secretário-geral adjunto da Fretilin, que assume as funções de vice-primeiro-ministro e ministro do Plano e Ordenamento.

Tomam ainda posse Joaquim Amaral (Fretilin), como ministro coordenador dos Assuntos Económicos, e Adalgiza Magno (Fretilin), como ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

Três outros membros da Fretilin ocuparão cargos de ministros: Vitor Soares no Petróleo e Assuntos Minerais, José Lucas da Silva no Turismo, Comércio e Indústria e Armindo Maia, como ministro da Educação, Juventude e Desporto.

Do grupo de oito novos vice-ministros, faz parte Domingos Lopes Antunes, que será vice-ministro do Comércio e Indústria, Inácia Teixeira, como nova vice-ministra do Turismo, e Lino Torrezão, como vice-ministro da Administração Estatal, os três da Fretilin.

 Na quarta-feira toma ainda posse Abílio Xavier de Araújo, que estreia o novo cargo de vice-ministro da Agricultura.

Julião da Silva (KHUNTO), atual secretário de Estado da Formação Profissional e Emprego, será o novo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Edmundo Caetano (KHUNTO) o novo vice-ministro da Justiça e, do mesmo partido, António Guterres assumirá o cargo de vice-ministro da Educação, Juventude e Desporto.

A lista inclui ainda cinco novos secretários de Estado, entre eles o da Proteção Civil, Joaquim José dos Reis Martins (KHUNTO), que tinha sido exonerado do cargo no passado dia 28 de maio.

Alarico do Rosário (KHUNTO) assume as funções de secretário de Estado da Formação Profissional e Emprego, Elídio de Araújo as de secretário de Estado das Pescas, Elizário Ferreira (Fretilin) as de novo secretário de Estado das Cooperativas e Abraão Saldanha, deste último partido, as de secretário de Estado da Juventude e Desporto.

Atualmente, o Governo já tem um total de 25 elementos em funções, nomeadamente o primeiro-ministro, um vice-primeiro-ministro, 12 ministros, cinco vice-ministros e seis secretários de Estado, sendo que um dos atuais membros vai ser substituído.

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