Hospital que já enfrentou febre amarela, cólera, VIH e Ébola, combate a Covid-19 - Plataforma Media

Hospital que já enfrentou febre amarela, cólera, VIH e Ébola, combate a Covid-19

Corria o ano de 1795 e diversas pessoas começaram a chegar ao Hospital Bellevue, em Nova Iorque, com sintomas de febre amarela. A cidade que nunca dorme começava assim a viver o início de uma epidemia que, naquele ano, provocaria 730 mortos, resultado considerado, na altura, devastador numa cidade que tinha uma população de cerca de 40 mil habitantes.

Duzentos anos depois, o Bellevue, o mais antigo e um dos mais prestigiados hospitais públicos dos EUA, está novamente na linha da frente no combate ao SARS-CoV-2 que assola a cidade. Nas últimas semanas, o hospital reorganizou as instalações e o pessoal médico para receber o crescente número de pacientes com Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Até ao momento, o Estado de Nova Iorque já registava 188.694 casos e 9.385 mortes.

Atualmente, o Bellevue ocupa um prédio de 22 andares e faz parte do New York City Health and Hospitals Corporation, o maior sistema de hospitais públicos do país. Os serviços médicos disponibilizados pela instituição são cobrados de acordo com as posses familiares de cada um e, caso o paciente não tenha seguros de saúde, pode solicitar assistência financeira para pagar a conta.

O famoso hospital, que na sua ala psiquiátrica abrigou em 1980 o assassino de John Lennon, Mark David Chapman, é também um dos dez centros hospitalares nos EUA reconhecidos pelo seu programa de patógeneos especiais, ou seja, tem equipas médicas especialmente treinadas em biocontenção para o tratamento de doenças infecciosas. O hospital também foi o primeiro a ter ala de maternidade, escola profissional de enfermagem, clínica pediátrica e departamento forense, entre outros serviços.

VIH e Craig Spencer

Nos anos oitenta do século passado. o Bellevue tornou-se num local para pacientes com SIDA. Os EUA, por essa altura, registavam mais de 130 mil novos casos diagnoticados com VIH a cada ano e, não havendo tratamento, a confirmação da doença era encarada como uma setença de morte.

Tal como agora com a Covid-19, Nova Iorque era naquela altura um dos principais epidentros da epidemia de VIH. Muitos dos estudos e testes que resultaram em tratamentos para a doença foram realizados no hospital Bellevue

A última grande aventura, antes do surto mundial do novo coronavírus, ocorreu em 2014, quando o hospital enfrentou o desafio de tratar o médico Craig Spencer, o único caso de Ébola registado em Nova Iorque. Spencer ficou em numa ala especial de isolamento, estabelecida durante uma epidemia de tuberculose resistente a medicamentos que atingiu a cidade nos anos 90.

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