Falar de turismo da China à Europa - Plataforma Media

Falar de turismo da China à Europa

Foi com apelos à cooperação estratégica tanto a nível regional como internacional que terminou a sexta edição do Fórum de Economia de Turismo Global, que trouxe mais uma vez para Macau a discussão sobre o futuro da indústria turística. No próximo ano, o evento dará destaque à União Europeia. 

A discussão sobre o futuro da indústria turística teve mais uma vez Macau como palco. O Fórum de Economia de Turismo Global (GTEF) realizou-se durante dois dias no território, de 16 a 17 de Outubro, dividindo-se entre o Grand Hyatt e a Torre de Macau. 

Este ano, o tema principal do evento foi a “colaboração regional para um futuro melhor”, em articulação com a iniciativa nacional “Uma Faixa, Uma Rota” – um projeto de investimentos em infraestruturas liderado pela China que ambiciona reavivar simbolicamente o corredor económico da Rota da Seda, envolvendo mais de 60 países e regiões da Ásia, passando pela Europa Oriental e Médio Oriente até África.

Nesta sexta edição do GTEF, foram os convidados especiais 16 países da Europa Central e de Leste (Albânia, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, República Checa, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Macedónia, Montenegro, Polónia, Roménia, Sérvia, Eslováquia e Eslovénia) que irão cooperar economicamente com a China na estratégia “Uma Faixa, Uma Rota”. O fórum juntou cerca de 1.500 responsáveis ministeriais, líderes da indústria e especialistas e académicos que debateram de que forma pode a cooperação turística regional impulsionar a construção dessa rota e influenciar o desenvolvimento sustentável do turismo global.

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura e presidente-executivo do fórum, Alexis Tam, garantiu o apoio de Macau ao cumprimento dessas metas, abrindo a porta a ligações entre organismos chineses e do leste europeu. “Envidaremos todos os esforços para contribuir ativamente para o aprofundamento da cooperação turística e das trocas culturais entre a China e a Europa. Estou profundamente convicto que, a criação de relações mais estreitas com parceiros de perto e longe de nós, providencia-nos uma eficaz via de desenvolvimento e crescimento”, afirmou na cerimónia de encerramento do evento, onde marcaram ainda presença o Chefe do Executivo de Macau, Chui Sai On, e o vice-presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, e presidente do GTEF, Edmund Ho. 

A edição deste ano possibilitou a realização de vários debates, em colaboração com a Organização Mundial do Turismo (OMT), nos quais os participantes concluíram que a base para futuras alianças regionais de turismo económico passa justamente pela criação de quadros de cooperação, dos quais é exemplo o 16 +1 entre a China e os países da Europa Central e de Leste. A importância da colaboração regional nesta indústria foi igualmente destacada pelo relatório sobre as tendências do Turismo na Ásia, lançado anualmente no GTEF e que é elaborado conjuntamente pela OMT e pelo Centro de Pesquisa de Economia de Turismo Global.

Tendo em conta essa ideia, os organizadores foram-se repetindo em apelos à cooperação, incentivando os participantes a aproveitarem as vantagens oferecidas pelo GTEF. “Com as novas inspirações e a rede internacional construída durante o fórum, encorajo os participantes a capitalizaram as possibilidades trazidas pela iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’, a partilharem os vossos pontos fortes e sincronizarem esforços em parcerias estratégicas. Em conjunto, poderemos erguer uma fundação estratégica, na qual se desenvolva uma indústria de turismo saudável e sustentável”, proferiu Alexis Tam. 

O apelo foi também reforçado pela vice-presidente e secretária-geral do GTEF, Pansy Ho. “A colaboração regional oferece muitas oportunidades para o futuro. Antes de mais temos de ver os valores fundamentais da cooperação. Temos de entender o lema ‘um por todos e todos por um’ como uma forma de partilha de recursos e benefícios”, enfatizou, acrescentando que esse caminho tem de ser trilhado com “vontade política, consensos e confiança mútua”.

No discurso de encerramento do evento, Pansy Ho também fez um balanço positivo da edição de 2017, uma ideia reiterada depois pelo secretário Alexis Tam que falou de “resultados frutíferos” e destacou o “sucesso do evento enquanto notável exemplo de colaboração regional”. O presidente-executivo do GTEF referiu ainda que, ao procurar consolidar-se como plataforma internacional de turismo de alto nível, o fórum ajuda Macau na sua missão de diversificação económica enquanto plataforma de serviços para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa e de centro mundial de turismo e lazer. 

Esta sexta edição ficou igualmente marcada pelas homenagens ao presidente honorário do GTEF, Taleb Rifai, que deixará no final do ano o cargo de secretário-geral da OMT. Pansy Ho repetiu em diversas ocasiões que o seu apoio “foi instrumental para a criação e impacto do GTEF desde o início”. Já Rifai afirmou “ser muito inspirador” o facto de Macau “estar a tornar-se” num líder mundial de turismo. “O fórum deste ano lembra-nos que em todos os países, destinos e comunidades, o crescimento económico deve andar de mãos dadas com o desenvolvimento sustentável”, referiu, durante uma intervenção no evento.

No próximo ano, a sétima edição do GTEF terá em destaque a União Europeia, de forma a estar em sintonia com o Ano do Turismo UE-China 2018. “Tirando partido do bom momento das relações entre a China e a Europa, iremos aumentar a extensão da cooperação e convidar a União Europeia como Região Parceira da próxima edição do fórum”, anunciou o anfitrião do evento, o secretário Alexis Tam.  

Turismo em prol da proteção do património

A princesa jordana Dana Firas, presidente do Petra National Fund, acredita que “a grande riqueza que está a ser produzida pela indústria do turismo pode ser canalizada para a preservação” do património cultural. A líder da instituição criada para a proteção e preservação do património cultural da Jordânia explica que a comunidade encarregue da proteção dos locais históricos “pode retirar vantagens da indústria do turismo e da inovação e colaborações” que esta fomenta. “O turismo é uma força gigante que está a mudar o mundo e precisámos de desempenhar o nosso papel, garantindo que há uma dinâmica positiva entre turismo e património cultural. Temos também de assegurar que as políticas para o turismo são baseadas primeiramente na proteção do património cultural”, afirmou em declarações ao PLATAFORMA, depois de ter participado no Fórum de Economia de Turismo Global como oradora principal no painel que debateu o “património mundial e cooperação regional”. Ao mesmo tempo, a também embaixadora da boa-vontade da UNESCO salienta que a “dinâmica positiva” entre o setor turístico e a preservação do património histórico deve incluir leis protetoras. “Regulações, enquadramentos legais, modelos de governação que apoiam a criação de políticas, tudo isso é igualmente importante”. A princesa Dana Firas realça também a importância da cooperação internacional em todas essas vertentes e coloca a hipótese de vir a desenvolver trabalhos em conjunto com as autoridades locais no futuro. “Macau é um sítio muito interessante, vemos este rápido desenvolvimento e estes projetos gigantescos que são absolutamente incríveis. No entanto, temos de nos lembrar que há a parte antiga e histórica que é o coração e a alma da cidade”, enfatizou.

Helena de Senna Fernandes: Plano geral para o turismo pode “unir” Governo e privados na diversificação 

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A diretora dos Serviços de Turismo acredita que o Plano Geral de Desenvolvimento da Indústria do Turismo, apresentado em setembro, vai unir o Governo e os operadores turísticos na diversificação de um mercado ainda profundamente dependente do setor do jogo. Helena de Senna Fernandes vê a aposta passar muito por produtos ligados à área marítima e há planos para promoção da gastronomia. Nesta entrevista ao PLATAFORMA, a responsável também reitera que Macau “por enquanto” não está “ativamente” a tentar aumentar o número de visitantes anuais e diz que as medidas para dispersar os turistas pela cidade estão a surtir efeito. Já no âmbito dos mercados lusófonos, Macau quer o apoio da China para piscar o olho a mais turistas brasileiros. Balanço interno, poucos dias depois de Macau ter acolhido mais uma edição do Fórum de Economia de Turismo Global (GTEF). 

Terminou, na semana passada, a sexta edição do Fórum de Economia de Turismo Global (GTEF). Que balanço faz dos trabalhos deste ano?

Helena de Senna Fernandes – Todos os anos procuramos elevar o nível de qualidade. Este ano, além dos parceiros do costume, tentámos colocar o foco sobre os países do centro e leste da Europa. Nunca tínhamos feito esse esforço para termos uma relação mais estreita com países dessa parte da Europa. Esta colaboração será boa para o futuro porque permite-nos começar a reequacionar o nosso trabalho para toda a Europa, agora com o desenvolvimento da economia em diferentes partes desse continente. É um trabalho de longo curso. Quanto ao GTEF em si (…) o próprio primeiro-ministro da China disse que este fórum tem que ser um importante evento de Macau. O Governo Central quer que o território se torne ainda mais internacional.

– É essa a importância deste fórum para Macau, o cumprimento de uma estratégia nacional? 

H. S. F. – Sim é. Nas 19 medidas para apoiar o crescimento de Macau, anunciadas pelo primeiro-ministro, esta é a primeira. Para o ano, a União Europeia vai ser a região parceira do fórum, o que traz um ainda maior desafio porque se este ano eram 16 países, para o ano serão 28, salvo erro. É uma boa oportunidade para mostrarmos à comunidade internacional que Macau não é só jogo e tem a sua potencialidade de servir como uma plataforma internacional. Muita gente ainda pensa em Macau como um destino de jogo mas este tipo de eventos permite criar um perfil para Macau que é o de um destino para além do jogo.

– A secretária-geral do GTEF, Pansy Ho, afirmou que Macau precisa “desesperadamente” de novas formas de atrair pessoas, além do jogo. O Governo tem anunciado medidas, mas os operadores turísticos continuam a bater na mesma tecla…o que é que falta?

H. S. F. – Já temos o nosso plano geral para o turismo que serve de documento de referência a toda a indústria. Eles já têm uma visão mais clara de como o Governo quer desenvolver Macau, especialmente na área do turismo. Este é realmente um documento que pode unir todos os esforços, tanto do setor privado, como do setor público. Para elaborarmos esse documento tivemos reuniões com inúmeros parceiros dos dois setores e todos eles sabem muito bem o que queremos atingir e eles já se comprometeram a dar o seu apoio. Penso que daqui para a frente temos mais possibilidades de trabalhar com os nossos parceiros de forma diferente. Se conseguirmos mostrar-lhes que podem retirar também proveito e rendimentos de uma promoção diferente de Macau, muitos deles irão aderir à iniciativa.  

– Quais as estratégias que destaca do plano geral para o turismo?

H. S. F. – Temos 91 planos de ação. Para atrair pessoas diferentes temos também de ter produtos novos. Estamos a começar a fazer produtos marítimos, não necessariamente cruzeiros – Macau não tem a profundidade de água necessária – mas neste momento estamos a desenvolver produtos como passeios turísticos marítimos e outros, que recebem já o interesse da parte do setor privado e estamos a desenvolvê-los em conjunto. 

– O aproveitamento da nova área marítima do território será a aposta principal para a diversificação do turismo?

H. S. F. – Não posso dizer que será a principal, mas é uma diferente ótica que estamos a desenvolver. Para além de roteiros marítimos, poderemos por exemplo explorar as potencialidades das competições de desportos aquáticos. Há muitas possibilidades, mas temos de trabalhá-las uma a uma porque a jurisdição marítima é algo novo para Macau, temos de esperar pelas leis. 

– Olhando agora para a gestão do turismo, quando anda na rua, considera que Macau tem turistas a mais?

H. S. F. – É difícil dizer porque não temos visitantes a mais todos os dias, há picos. Não estamos a procurar aumentar o número de visitantes. O que estamos a procurar é, com o smart tourism – estamos a explorar novas formas com a Alibaba – mudar aquela estrutura dos visitantes de Macau. Isto é, ainda verificamos que quase 50 por cento não pernoitam em Macau e que as excursões não mudaram muito e seguem o modelo de há 20 ou 30 anos. Queremos mudar este tipo de produtos e atrair os visitantes a ficarem mais tempo na cidade, porque assim podem contribuir mais para a nossa economia e visitar outras zonas.

– Anteriormente já afastou a hipótese de se fixar um teto máximo para o número de visitantes que chegam da China. Como será então feita a gestão dessas pessoas de modo a diminuir eficazmente o impacto da sua visita no dia a dia dos cidadãos?

H. S. F. – Se virmos a percentagem de aumento dos turistas chineses que estão a viajar para fora do país e o crescimento verificado em Macau, realmente estamos a constatar que houve um esforço grande por parte das autoridades chinesas em não deixar aumentar muito para Macau. Há um certo controlo para não deixar haver um aceleramento no fluxo de turistas da China para aqui. 

– Considera satisfatório o resultado das políticas que visam dispersar os turistas pela cidade?

H. S. F. – Há zonas que são mais fáceis de criar que outras, para onde se calhar as próprias infraestruturas de transportes não são ainda muito cómodas. Não será viável um cenário de surgimento de dez zonas turísticas de um dia para o outro. Será caso a caso.

– Falou dos transportes, neste momento está a ser estudada a possibilidade de os turistas pagarem uma tarifa mais elevada nos autocarros públicos…

H. S. F. – Essa ideia ainda está sujeita a debate, vamos ouvir o que a população tem a dizer…

– Mas caso se concretize, pode esse aumento nas tarifas afetar o esforço que têm feito para a deslocação de turistas para as zonas periféricas da cidade?

H. S. F. – Não tenho a certeza. Eu quando viajo se acho que determinada zona é interessante vou até lá mesmo se o custo for mais elevado. Da nossa parte do turismo, temos é que promover as diferentes zonas e garantir que os turistas sabem as razões por que devem lá ir e o que podem ver que vai fazer daquela uma experiência única. 

– Também por causa dos autocarros, tem-se debatido muito o papel dos trabalhadores não residentes (TNR). Qual é a sua importância para o desenvolvimento da indústria turística do território?

H. S. F. – A indústria turística sempre contou com pessoas locais e mão de obra importada. Nós reconhecemos que o turismo é uma indústria de pessoas porque quando nos deslocamos a um sítio não vamos para interagir com robôs, mas sim com pessoas tanto da própria cidade como aquelas que vêm para aqui trabalhar, estudar, ou mesmo só em visita. A ideia central do turismo é conhecer diferentes culturas. Para Macau, que não tem uma base de população suficientemente grande para servir todas as indústrias – e tendo em conta que a do turismo conta com muita mão de obra – todas as pessoas que aqui trabalham estão a contribuir para o turismo, não só os residentes.

– Preocupa-a uma possível paralisação, nem que seja de meio-dia, por parte dos TNR do setor? Teria um grande impacto na economia?

H. S. F. – Realmente, o que verificámos é que, por exemplo quando temos um tufão e há uma paralisação do trânsito, isso traz sempre um grande transtorno para o setor turístico. O turismo está a depender muito dos transportes e das pessoas que estão a servir no setor.

– Os Serviços de Turismo estimam que no ano 2025 o número de visitantes possa chegar aos 40 milhões, mais nove milhões do que no ano passado. Em 2020, prevê-se que sejam já mais de 32 milhões. Macau tem capacidade para acolher tantas pessoas?

H. S. F. – Verificámos nesta última Semana Dourada que, mesmo com um aumento de 11 por centro dos visitantes, não houve necessidade de implementação das habituais medidas de controlo de multidões no centro. Ou seja, os turistas já estão a começar a ir para outros sítios ou a ajustar os seus planos de visita para o centro da cidade. Temos implementado muitas medidas… Enviamos mensagens para os telemóveis a avisar sobre as horas e locais de maior afluência de pessoas e sugerimos que os visitem noutras alturas. Também destacamos pessoal para diferentes zonas da cidade para isso. A Polícia de Segurança Pública e outros parceiros do Governo estão igualmente a fazer o seu papel e com este esforço conjunto estamos já a atingir alguns resultados. Claro que, para o futuro, temos de continuar a investir em melhores formas, se calhar mais tecnológicas, para fazer chegar essas informações, para que os visitantes as saibam de antemão.

– A grande maioria dos visitantes continua a chegar da China… Mas, no universo lusófono, São Tomé e Príncipe é, desde finais de Março, membro do Fórum Macau. É um mercado apetecível em termos turísticos?

H. S. F. – Neste momento, o que existe é uma ação de formação que estamos a estender a Timor-Leste, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique. Anualmente, vêm cá estagiários desses cinco países de língua portuguesa para estagiar e conhecerem o nosso sistema em termos de turismo. São Tomé e Príncipe já integrou o último grupo de estagiários, vieram dois jovens desse país. Daqui para frente como vamos tornar isto mais regular? É uma das medidas que queremos estudar com eles. Ou como podemos atingir um intercâmbio mais aprofundado de informações e outras medidas…

– Os Serviços de Turismo estão a realizar um estudo sobre o mercado brasileiro. No ano passado, o número de visitantes desse país ficou abaixo dos 10 mil. Sendo esse mercado tão vasto, que número procuram atingir?

H. S. F. – O mercado brasileiro é, de facto, muito grande, mas o número de pessoas oriundas do país a viajarem para esta parte do mundo é ainda reduzido, por causa da distância e também não há assim muitos voos. No entanto, julgo haver a possibilidade de desenvolvermos mais relações com o Brasil, sobretudo na área do turismo. Vamos ver, depois deste estudo… E sabemos que a própria Administração Nacional de Turismo da China também está interessada em explorar mais o mercado do Brasil. Vamos ver se no futuro podemos trabalhar em conjunto, porque assim, se calhar, temos mais possibilidade de atrair os turistas brasileiros para esta parte do mundo. E quem decide fazer uma viagem tão longa não está só à procura de visitar Macau. 

– O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, falou de um aumento do orçamento da tutela embora mais direcionado para outras áreas. Está satisfeita com o orçamento dos Serviços de Turismo para 2018?

H. S. F. – Não está ainda aprovado, mas a nossa proposta não é para um aumento muito grande, o objetivo é pelo menos ajustar as contas à inflação. O que estamos a tentar fazer é, na realização de atividades, procurar mais parceiros para não utilizarmos apenas o dinheiro do Governo, aliás como já fazemos com o GTEF, o Festival Internacional de Cinema, entre outros.

– Isso significa que para o ano manter-se-á o mesmo calendário de atividades?

H. S. F. – Bem, mais ao menos. Queremos fazer mais e há muitas possibilidades de trabalho na área da gastronomia que é já há muito tempo uma componente importante do turismo. Até ao final deste mês saberemos se fomos admitidos à Rede de Cidades Criativas da UNESCO na categoria de Gastronomia. Mas mesmo que não sejamos admitidos, a gastronomia tem de ter uma promoção mais profunda e com maior intensidade. Também a história e a gastronomia como uma herança da cidade. Vamos ver como podemos combinar a gastronomia com outras atividades criativas. Já temos algumas ideias… este ano para o Festival de Luz, pensamos em utilizar projeções de luz num restaurante, como forma de combinar as duas artes. 

Olga Pereira

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