BANCO DO BRASIL APOSTA NA CHINA - Plataforma Media

BANCO DO BRASIL APOSTA NA CHINA

 

A agência do Banco do Brasil em Xangai, a primeira instituição financeira da América Latina em solo chinês, quer promover ainda mais a cooperação comercial bilateral e admite uma expansão no país.

 

O Banco do Brasil tem há cerca de dois meses uma agência de portas abertas em Xangai, cidade chinesa que se pretende afirmar como um dos maiores centros financeiros do mundo, para “ajudar na relação comercial”  entre o Brasil e a China e está atenta a oportunidades de expansão, disse ao Plataforma Macau o gerente-geral em exercício, Marcos Fonseca. Ao salientar que a “China tem uma importância muito grande para o Brasil, sendo o seu parceiro comercial número um já desde 2008”, Marcos Fonseca explica que o “Banco do Brasil, como a maior instituição financeira da América Latina, veio aqui para ajudar nesta relação comercial”.

“É uma relação comercial que vem a crescer bastante, saiu de 3.000 milhões  de dólares em 2002 para 83/84 mil milhões no ano passado e a tendência é que este número cresça cada vez mais”, apontou.

Para Marcos Fonseca, a importância de o Banco do Brasil ter sido a primeira instituição latino-americana a obter licença para operar na China “é muito grande”, pois a segunda economia mundial “é um excelente parceiro e os bancos chineses são também excelentes parceiros para ajudar a desenvolver este comércio”. “Estamos aqui para ajudar as empresas brasileiras que já estão a atuar na China e estamos aqui para fazer parcerias com os bancos locais para ajudar as empresas chinesas que têm interesse em fazer investimentos no Brasil”, indicou.

De acordo com as contas deste responsável, há atualmente na China cerca de 70 empresas brasileiras, “a maioria das quais já é cliente do Banco do Brasil”.

A agência em Xangai está aberta para atender somente o “público corporate, fazendo financiamento para o comércio, trade finance ou corporate finance”.

Marcos Fonseca diz que a agência do Banco do Brasil em Xangai “ainda não chegou a um número razoável” de clientes na China nestes dois meses de operação, mas “que está nesse caminho”, escusando-se a avançar o número concreto. Uma expansão, acrescenta, “nunca está descartada”.

“Vamos primeiro desenvolver o potencial de estar em Xangai, vamos amadurecer a nossa presença na China, é óbvio que sempre a prestar atenção a oportunidades que possam surgir noutras localidades da China”, explicou. Ao considerar a possibilidade de no futuro surgir alguma oportunidade de “aprofundar a presença na China”, o responsável garante que ela “será estudada”. “Mas por enquanto a ideia é amadurecer, porque mal começámos, vamos primeiro fortalecer a nossa posição e depois pensamos nisso. Mas se houver a oportunidade, obviamente que vamos analisá-la”, concluiu. A abertura da agência do Banco da China em Xangai aconteceu três anos após o anúncio feito pela instituição, que mantinha desde 2004 um escritório de representação naquela cidade chinesa. No Brasil, operam atualmente três grandes bancos chineses: Bank of China, ICBC e CCB.

 

Patrícia Neves

 

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